Domingo, Maio 26, 2013
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Veterano ativista anti-baleeiros Paul Watson poderá ser liberado sob fiança

O grupo Sea Shepherd promete combater a possível extradição de seu fundador da Alemanha para a Costa Rica com relação ao incidente marítimo ocorrido em 2002

Siobhán Dowling - guardian.co.uk
Paul Watson, presidente da Sea Shepherd, retratado no ano passado. Foto: Guillaume Collet / Getty Images

O veterano ativista anti-baleeiros preso na Alemanha sob a uma acusação que data de 10 anos atrás, será libertado da prisão sob fiança na próxima semana.

Paul Watson, presidente da Sea Shepherd Conservation Society, ganhou notoriedade por suas táticas de ação direta contra a indústria baleeira japonesa. No entanto, seus atuais problemas jurídicos dizem respeito a um confronto com caçadores ilegais de tubarões na América Central por volta do ano de 2002.

Ele foi informado que deve permanecer no país enquanto se aguarda uma decisão sobre se deve ou não ser extraditado para a Costa Rica .

O Tribunal Superior Regional de Frankfurt anunciou nesta sexta-feira que o colocou sob prisão cautelar após decidir que a extradição seria permitida pela lei alemã. As autoridades da Costa Rica tem agora três meses para enviar os documentos de extradição necessários para a Alemanha . No entanto, o tribunal disse que era, em última análise o Ministério Federal da Justiça que decidirá se deve ou não mandá-lo para a Costa Rica.

O porta-voz da Sea Shepherd, Peter Hammarstedt, disse ao Guardian que Watson iria passar o fim de semana na cadeia e ser liberado uma vez que os 250.000 euros de fundos fiança estarão disponíveis na segunda-feira.

O grupo prometeu continuar a campanha para que a extradição seja bloqueada, dizendo que as acusações têm motivação política e que Watson não teria um julgamento justo na Costa Rica. Eles também estão tentando convencer as autoridades alemãs de que sua vida estaria em perigo caso seja enviado para lá.

"Estou confiante que eles vão entender o nosso apelo para os seus direitos humanos e reconhecer que, caso o Capitão Paul Watsonseja extraditado para a Costa Rica, será o mesmo que uma sentença de morte", disse Hammerstedt.

"Sabemos que a máfia da barbatana de tubarão ameaçou o Capitão Paul Watson alguns anos atrás", afirmou, acrescentando que as gangues de pescadores ilegais de Taiwan tem um "longo alcance no sistema penal da Costa Rica".

O canadense de 61 anos de idade, que foi um dos fundadores da Greenpeace , foi preso no último domingo no aeroporto de Frankfurt, a pedido de Costa Rica, que quer vê-lo extraditado sob acusação de "violação do tráfego marítimo" ocorrida 10 anos atrás.

O incidente que é a razão do pedido de extradição ocorreu em 2002, quando Watson e sua equipe tiveram um confronto com um navio da Costa Rica em águas da Guatemala.

Sea Shepherd diz que Watson se deparou com a Varadero, que estava envolvido em "shark finning", prática ilegal em que os tubarões são capturados e suas nadadeiras - uma iguaria (sic) na Ásia - cortadas. Em seguida, são jogados de volta ao oceano para morrer. Segundo a WWF, cerca de 73 milhões de tubarões são mortos a cada ano, principalmente por causa de suas barbatanas.

O Sea Shepherd diz que tinha sido instruído pelas autoridades guatemaltecas a prender e deter a tripulação. Quando chegaram ao porto da Costa Rica, no entanto, Watson foi acusado de tentativa de abalroamernto do navio e tentatviva de assassinato do capitão..

Quando um promotor viu o filme do incidente, realizado por uma equipe de documentaristas que estava a bordo do navio de Watson, as acusações foram retiradas.

No entanto, em outra reviravolta, as acusações de violações marítimas foram aceitas por outro procurador e o processo foi reaberto em outubro do ano passado, resultando em um mandado de prisão da Interpol.

O Sea Shepherd afirma que isso ocorre devido à pressão exercida pela indústria baleeira japonesa, que atualmente está entrando com uma ação civil contra a organização nos EUA.

"Dez anos depois, eles decidiram reemitir o mandado, exatamente o mesmo tempo que estamos bsatalhando contra a indústria baleeira japonesa," disse Peter Hammarstedt ao The Guardian.

Críticos acusam Watson de ser um pirata ou até mesmo eco-terrorista por causa de seus feitos agressivos. Em 1993 ele foi preso pelas autoridades canadenses por perseguir traineiras ao largo da costa de Newfoundland.

Watson defendeu com sucesso suas ações com base da Carta Mundial das Nações Unidas para a Natureza, que diz que uma organização ou indivíduo tem autoridade para intervir no cumprimento das normas internacionais de conservação.
 

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