Quarta, Maio 22, 2013
Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal
   
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Internacionais

My World - Pesquisa Global das Nações Unidas por um Mundo Melhor

 
 

Pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas - ONU, pela internet, em parceria com organismos de todo o mundo vai levantar as principais preocupações dos habitantes do planeta com o futuro, com vistas a um mundo melhor. A ideia é levar os resultados da pesquisa aos líderes globais e fazer dela a base para a definição da agenda global de desenvolvimento pós 2015.

Assista ao Repórter Brasil, com todos os detalhes desta ação da ONU: http://bit.ly/14DMT94

A votação ocorre pelo site http://www.myworld2015.org e qualquer pessoa pode, e deve participar.

São colocados 16 itens para que a pessoa escolha os seis que considera os mais importantes. Porém, cada participante pode também escolher um tema que não esteja na lista sugerida pela ONU. Basta apenas inserir, por exemplo:  proteção e bem-estar dos animais em todo o planeta.

Em setembro, os primeiros resultados da pesquisa serão apresentados na Assembléia Geral das Nações Unidas. A votação My World vai até 2015, quando as informações serão reunidas e levadas à ONU, para serem definidos os novos objetivos para o milênio. Cerca de 300 mil pessoas já participaram (a maioria brasileiros!).

Compartilhe essa ideia com seus  amigos. Vamos levar o respeito aos animais a todo o mundo através da ONU !

 

Hector é o herói do momento no país onde os bombeiros recebem máscaras de oxigénio para animais

AUTOR: JOÃO MIGUEL RIBEIRO

Hector salvou quatro crianças de um incêndio, ladrando até as acordar e guiando-as para fora da casa em chamas. O salvamento ocorreu nos EUA, país que hoje está nas notícias porque a corporação de bombeiros de San Diego recebeu máscaras de oxigénio concebidas para animais.

Cão que ladra não morde: está a avisar que há fogo! Em Niles, localidade no estado do Michigan (EUA), foi o pitbull Hector quem salvou a vida de quatro crianças, que dormiam enquanto a casa estava em chamas.

Megan Shell acordou sobressaltada, porque Hector não costuma fazer barulho durante a noite. “Apercebemo-nos que algo estava a acontecer, ele nunca late durante a noite”, contou a dona. O pitbull saiu de casa e Megan, acompanhada pelo marido, foi encontrar Hector na casa do vizinho, que estava a arder: “de repente, ao virarmos a esquina, vimos o fumo que saía da casa ao lado”.

Os bombeiros foram chamados de imediato, mas o pitbull ficou a ladrar, insistentemente, na residência em chamas. Só se calou quando quatro crianças saíram da casa, ainda estremunhadas por terem acordado de repente. Megan Shell gritou aos garotos para se agarrarem à coleira do cão e este guiou-as para a residência do casal.

“Eu nunca o havia visto comportar-se desta maneira. Ele estava numa missão. Não estava a tentar agredir ninguém, estava a ajudar a salvar vidas”, contou a dona.

Máscaras para animais


O incêndio ocorreu no mesmo dia em que Fundação Emma Zen distribuiu 60 máscaras de oxigénio à corporação de bombeiros de San Diego, no estado da Califórnia. A diferença é que este kit foi concebido especificamente para ajudar os animais a respirar. Os equipamentos são desenhados para caber em vários tamanhos e feitios de focinho.

Os ‘soldados da paz’ de San Diego experimentaram as máscaras com um pequeno porco, agradecendo a dádiva da Fundação Emma Zen. Esta organização não-governamental desenvolve atividades na área da segurança dos animais, tendo como uma das missões a aquisição de máscaras de oxigénio próprias para animais domésticos, que são doadas às corporações de bombeiros.
   

Atentados contra fauna e flora podem acabar com a vida no planeta, diz Nações Unidas

Autor: Harry Usseglio
ONU exigiu punições mais severas contra delitos à fauna e à flora

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora (CITES) propuseram na terça-feira que os governos sejam mais drásticos em punir os crimes contra a fauna e a flora, já que isto viola a vida em nosso planeta.

Num recente relatório do UNODC sobre o crime organizado na Ásia foi revelado que o comércio ilegal de animais silvestres cresceu a 2,5 bilhões de dólares por ano e produtos de madeira totalizam 17 bilhões, informou a ONU.

“Com leis inadequadas, penalidades leves e falta de coordenação das autoridades, facilita-se o trabalho dos traficantes”, disse Yuri Fedotov, diretor-executivo do UNODC, na Convenção da Comissão sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, realizada em Viena.

 Um macaco repousa num galho (Justin Sullivan/Getty Images)
Um macaco repousa num galho (Justin Sullivan/Getty Images)

“É necessário implementar sanções de quatro ou mais anos de prisão nas legislações nacionais”, disse Fedotov, segundo a ONU.

A destruição do próprio solo viola a própria alimentação humana. A maioria de nossos alimentos vem daí, assim como matérias-primas para nosso abrigo, proteção e conforto. O desmatamento e o cultivo inadequado violam nossos solos.

De acordo com relatórios acadêmicos, após uma queimada, bactérias e fungos desaparecem, em seguida, os minerais, previamente misturados no solo, são perdidos quando expostos a chuvas e ventos, desaparecendo do solo e deixando-o empobrecido.

Por sua vez, uma terra sem árvores deixa o solo desprotegido contra intempéries, exposto a chuvas e ventos, produzindo erosão e levando a infertilidade do solo. A exploração excessiva dos recursos não renováveis, como petróleo, carvão e calcário, contribuem para isso.

As plantas protegem a vida. Eles combinam elementos como água, ar, matéria orgânica, sais minerais e luz e transformam-nos em frutas, sementes, folhas e madeira, além de purificar o ar que respiramos e nutrir a terra em que se enraízam.

Ao destruir o ambiente natural onde os animais vivem, nós os forçamos a emigrarem, mas se eles não conseguem ambientes apropriados, o que ocorre muitas vezes, eles morrem.

A caça e a pesca indiscriminadas também têm contribuído para a extinção massiva de espécies animais e vegetais que são interdependentes na composição do ecossistema.

A degradação excessiva da terra não permite que ela possa se recuperar e tudo isso cria um grave impacto ambiental, dando origem a desertos áridos, oceanos ácidos e a ausência de vida.

Um jovem tigre na África do Sul (Justin Sullivan/Getty Images)
Um jovem tigre na África do Sul (Justin Sullivan/Getty Images)
 
   

Ecologistas pedem proibição da caça de tubarões no Pacífico Sul

 
Austrália -  A Aliança de Recifes de Coral pediu a todos os países do Pacífico Sul que sigam o exemplo de Nova Caledônia e proíbam a caça de tubarões para salvá-los da extinção. O representante de Aliança em Fiji, Arthur Sokimi, disse à "Rádio Austrália" que os Governos do Pacífico cumprem uma função crucial na proteção dos tubarões, já que em suas "águas distantes" é onde se produz a maior parte da caça destes animais. "Se a proteção dos tubarões no Pacífico aumentar, será melhor para sua população", enfatizou Sokimi.

Segundo a Organização da ONU para a Agricultura (FAO), cerca de 100 milhões de tubarões morrem por ação do homem, que principalmente lhes amputa as barbatanas para a fabricação de sopas na China e outros países asiáticos.

O ecologista ressaltou a importância da decisão de Nova Caledônia, uma dependência francesa com um status especial que anunciou na semana passada a proibição da caça de tubarões, uma medida que já está vigente na Polinésia francesa, Palau, Ilhas Cook e Samoa americana. Dezenas de espécies de tubarões estão atualmente em perigo de desaparecer do planeta, onde já se arrasou com 90% de sua população nos últimos cem anos.

As informações são da Agência Brasil
   

Grupo protesta contra uso de pele animal na França

 
Com os dizeres “melhor nudez do que crueldade”, os ativistas pretendem chamar a atenção aos maus tratos contra animais


Valery Hache/AFP
Valery Hache/AFP

O grupo francês CAFT (Coligação para Abolir o Comércio de Pele) tirou a roupa como forma de protesto contra a criação de animais para o uso de peles em roupas e artefatos em Nice, no sudeste da França, neste sábado.
 
Com os dizeres “melhor nudez do que crueldade” e “pele nua, não sem pele”, os ativistas pretendiam chamar a atenção aos maus tratos contra animais.
 
A CAFT começou nos EUA na década de 1990, quando fazendas de peles foram invadidas com bastante regularidade.
 
A entidade tem vários ramos ao redor do mundo. Em outubro de 2008, a CAFT realizou uma campanha contra as lojas de departamento Harrods, com sede em Londres, que vendia roupas de pele real.
 
   

Pinguins de Humboldt ameaçados de extinção no Chile e Peru

 
Os pinguins de Humboldt não superam os 50 mil exemplares em Chile e Peru
 
Dezenas de pinguins de Humboldt, uma espécie ameaçada e que só se aninha no Chile e no Peru, tomam sol na ilhota Pájaro Niño, na costa central chilena: antes eram milhares, mas a atividade humana, o fenômeno El Niño e os ratos ameaçam sua sobrevivência.

De todos os pinguins no Chile, os de Humboldt são a espécie que habita mais ao norte do país, onde estão suas maiores colônias. No Peru é possível encontrar estes pinguins, os únicos no país, nas ilhotas de Callao e na Reserva Nacional de Paracas.

Na ilhota Pájaro Niño, no balneário de Algarrobo, 120 km a oeste de Santiago, alguma vez chegaram a ser cerca de 2.000. Hoje só restam 500.

"Antes estava tudo repleto de pinguins e de pássaros, mas com o tempo começaram a diminuir", contou à AFP Rubén Rojas, um pescador da região, enquanto destaca a pequena ilhota de forma ovoide, de 200 metros de diâmetro e 40 metros de altura.

Pájaro Niño foi declarada Santuário da Natureza em 1978, na mesma data em que foi unido ao continente por meio de uma espécie de braço de cimento que cobre os cerca de 150 metros que o separam da terra firme. Tecnicamente é hoje uma península.

Os trabalhos foram feitos para dar lugar à Confraria Náutica do Pacífico Austral, clube exclusivo de iates de magnatas chilenos. Mas para os habitantes de Algarrobo isso foi o início do detrimento paulatino da flora e da fauna da ilhota.

No último verão (austral), as crenças dos povoadores se viram confirmadas com a difusão de um vídeo que mostrou trabalhadores da Confraria quebrando os ovos dos pinguins para evitar que continuem se reproduzindo.

"Se exterminarem tudo, se acaba toda a sujeira (lixo) que faz com que a ilha fique hedionda", reflete o pescador Rubén Rojas, sobre as razões por trás da matança.

A Confraria Náutica negou as acusações e se comprometeu a impulsionar iniciativas para proteger os pinguins. A justiça chilena investiga as denúncias, enquanto a comunidade de Algarrobo se mobiliza para proteger a espécie através das redes sociais.

No Chile os pinguins de Humboldt estão na categoria de conservação "vulnerável", enquanto no Peru estão sob o rótulo de "perigo de extinção".

"Uma multiplicidade de fatores ameaça uma espécie que está extremamente diminuída com relação ao que alguma vez existiu", afirmou à AFP Alejandro Simeone, diretor do Departamento de Ecologia e Biodiversidade da Universidade Andrés Bello.

Atualmente, os pinguins de Humboldt não superam os 50.000 exemplares em Chile e Peru. O fenômeno climático El Niño e a ação de predadores, em cujas redes se emaranham centenas de pinguins a cada ano, são as principais ameaças da espécie.

A corrente de Humboldt, da qual a espécie ganhou o nome, é profunda, de águas frias e está carregada de nutrientes, mas de tempos em tempos recebe água quente, o que altera a alimentação dos pinguins.

"Quando ocorre um evento El Niño, o que acontece é que as águas equatoriais superficiais entram na costa chilena, fazendo com que a corrente de Humboldt baixe em profundidade, ficando a corrente mais quente em cima e fazendo com que a distribuição de alimentos fique mais longe dos pinguins e não ao seu alcance", explicou à AFP Guillermo Cubillos, chefe da Seção de Manejo e Bem-estar Animal do Zoológico Nacional de Santiago.

Isto faz com que os pinguins demorem mais em encontrar alimento, fundamentalmente anchoveta. Se o fenômeno ocorre na época de reprodução, muitos ovos ou filhotes morrem de frio e fome, porque seus pais demoram ou inclusive não retornam com alimento.

"Mas as aves estão acostumadas a este tipo de choque. No ano seguinte a espécie se recupera. O que está acontecendo hoje é que a pesca está removendo uma quantidade importante de peixes e não alcançam a se recuperar. As coisas se amontoam", disse Simeone.

E quando os ovos não perecem, são comidos por ratos.

Embora os roedores estejam presentes em várias ilhas habitadas por pinguins, em Pájaro Niño o aterro que uniu a ilha à terra firme agravou o problema, ao permitir a estes animais acesso para entrar e sair.

Um estudo feito em 2012 por Simeone demonstrou uma taxa altíssima de depredação por parte dos ratos: "Quase 50% dos ovos desaparecia nas primeiras 12 horas", explicou.

Um programa de reprodução assistida, impulsionada desde 2009 pelo Zoológico Nacional de Santiago já conseguiu reproduzir seis pinguins em cativeiro, uma esperança para esta espécie.

"O programa consiste em resgatar ovos que são abandonados pelos pais em estado silvestre em colônias naturais. Quando são abandonados, os ovos são resgatados dos ninhos e introduzidos em incubadoras até ficarem maduros", explicou Cubillos.

"O importante é que o zoológico está adquirindo uma técnica muito valiosa de conservação 'ex situ'. Se estas aves desaparecerem, eles vão manejar a técnica de como reproduzir a espécie em cativeiro. Isto é como um seguro de vida para a espécie", afirmou Simeone.

AFP


   

Animal terrestre mais rápido do mundo pode desaparecer

 
O guepardo, que pode alcançar os 120 km/h, está em perigo particularmente porque é o único grande felino com dificuldades para se adaptar à vida em parque natural protegido

 Hoje restam apenas 10.000 guepardos em liberdade na África e uma centena no Irã
Hoje restam apenas 10.000 guepardos em liberdade na África e uma centena no Irã

Johannesburgo - O guepardo, animal terrestre mais rápido do mundo, sobreviveu às transformações do planeta durante quatro milhões de anos, mas em poucas décadas o homem o fez entrar na lista de espécies ameaçadas de extinção, ao reduzir seu espaço vital.

Este caçador, que pode alcançar os 120 km/h, está em perigo de desaparecer particularmente porque é o único grande felino com dificuldades para se adaptar à vida em um parque natural protegido, onde sofre com a concorrência de outros predadores.

No começo do século XX, a população mundial de guepardos era de 100.000 indivíduos, distribuídos entre África, Oriente Médio, Irã e vários países asiáticos.

Hoje restam apenas 10.000 em liberdade na África e uma centena no Irã.


"O principal obstáculo para a sobrevivência da espécie na natureza é a redução e a fragmentação de seu habitat, assim como os conflitos com o homem", explicou à AFP a doutora Laurie Marker, do CCF (Fundo de Proteção do Guepardo, na sigla em inglês) com sede na Namíbia, país africano que deu maior proteção ao animal.

Se não for tomada uma medida, os especialistas calculam que em 2030 o guepardo selvagem terá desaparecido.

Ao contrário de outras espécies ameaçadas, como elefantes e rinocerontes, o guepardo não é ameaçado por caçadores ilegais, mas está menos preparado para viver em um mundo onde os territórios selvagens diminuem ano após ano.

Como é o mais frágil dos predadores, ele perde sistematicamente os confrontos com leões ou leopardos, mais pesados e fortes. Na melhor das hipóteses, os outros felinos roubam sua presa antes que ele possa comê-la.

Com isso, este especialista em 'sprint', pesando cerca de 50 quilos, precisa de grandes espaços abertos com uma reduzida população de outros carnívoros.

Estima-se que na África 90% dos guepardos vivam fora das áreas naturais administradas pelo homem, o que os deixa à mercê de tiros dos fazendeiros, que usam armas de fogo para defender seu gado.

Outra desvantagem é a consaguinidade natural da espécie. Os cientistas acreditam que na última era glacial, há 10.000 anos, a população de guepardos foi reduzida a um punhado de indivíduos. A reprodução com parentes próximos levou a uma fertilidade muito frágil.

Em termos imediatos, a criação do animal permite preservar o patrimônio genético. Criadores particulares, especialmente na África do Sul, trocam animais e mantêm a população com boa saúde.

Pioneiro na reprodução em cativeiro, o centro Ann van Dyck, na região de Johannesburgo, conseguiu 800 nascimentos desde os anos 1970.

Mas para o futuro do felino, "nossas pesquisas e experiências demonstraram que os guepardos que não viveram ao menos 18 meses com sua mãe em um hábitat natural, têm muitas dificuldades para voltar à vida selvagem", destaca Marker.

Apesar de tudo, alguns criadores são otimistas. "Esperamos soltar em breve três guepardos em um ambiente totalmente selvagem com um mínimo de intervenção humana", destaca Damien Vergnaud, proprietário de uma reserva de 10.000 hectares na região da Cidade do Cabo.

Nesse espaço, os guepardos encontrarão suas presas, mas sem serem ameaçados por nenhum outro predador: um primeiro passo para seu retorno à natureza.
 
   

Célebres pandas chineses de Sichuan são aterrorizados por terremoto

 
Em desespero, panda tentou sem sucesso subir em uma árvore

 
O terremoto que devastou no sábado o sudoeste da China, deixando 188 mortos, 25 desaparecidos e 11,5 mil feridos, também traumatizou os pandas, símbolo da província de Sichuan, que aterrorizados subiram nas árvores.

Mais de 60 pandas da reserva de Bifengxia sofreram com tremor de 6,6 graus de sábado na província de Sichuan. Os animais, nenhum deles com ferimentos, "suportaram diversos graus de trauma", afirma um comunicado da entidade responsável por cuidar dos pandas.


Um vídeo divulgado na internet mostra um dos pandas - um animal habitualmente lento e calmo - correndo em desespero, em uma tentativa sem sucesso de subir em uma árvore. Muitos pandas tentaram buscar refúgio em locais altos, surpreendidos pelo terremoto e os tremores secundários.

"Mas já desceram das árvores", afirmou Ren Yao, porta-voz da reserva de Bifengxia. "Estão novamente no solo, comendo e brincando", disse.

O mundo conta apenas com 1,6 mil pandas livres e 300 em cativeiro, sobretudo na província de Sichuan.

   

Governo britânico proíbe animais selvagens no circo


O governo britânico vai proibir os animais selvagens nos circos a partir de Dezembro de 2015. O anúncio surge depois de várias campanhas públicas no país encabeçadas por grupos de defesa dos direitos dos animais.

Por Notícias Ao Minuto
As várias e persistentes campanhas de grupos de defesa dos direitos dos animais em Inglaterra parecem ter dado, finalmente, resultado. A partir de Dezembro de 2015, os animais selvagens estão proibidos de integrarem as digressões dos circos, anunciou o governo britânico.

Em Portugal, recorda o semanário Expresso, uma lei publicada em 2009 proíbe a compra de macacos, elefantes, leões ou tigres, bem como a sua reprodução nos circos.

Uma vasta lista de espécies perigosas ou de grande porte passaram a só poder ser detidos por parques zoológicos, empresas de produção animal autorizadas e centros de recuperação de espécies apreendidas.
 
   

Família real de Mônaco adota elefantes ameaçados de eutanásia

 
Animais iam ser sacrificados porque supostamente tinham tuberculose.
Eles vão viver em uma propriedade situada na França, perto de Mônaco.

Da France Presse
A família real de Mônaco adotou dois elefantes de 40 anos de idade que estão ameaçados de eutanásia na França, anunciou o prefeito da região francesa de Ródano.

Os elefantes Baby e Nepal se encontram atualmente em Lyon (leste da França) e vão ser acolhidos numa propriedade da família Grimaldi situada na França, perto de Mônaco, segundo Jean-François Carencon, que elogiou a iniciativa da princesa Stephanie para salvar os paquidermes.

Os elefantes iam ser sacrificados porque supostamente eram vítimas de tuberculose, mas sua condição não foi confirmada, o que levou à suspensão provisória da eutanásia.

As autoridades, no entanto, não quiseram devolvê-los a seu antigo dono, o circo Pinder, porque constataram que os animais não receberam o tratamento adequado.

O tribunal administrativo de Lyon está encarregado de estudar o caso para tomar uma decisão a respeito da legalidade do sacrifício dos elefantes que, enquanto isso, ficarão sob a proteção da família real.

Imagem de arquivo mostra os dois elefantes em um zoológico de Lyon, na França (Foto: Jeff Pachoud/AFP)
 
   

Morte de abelhas causa preocupação mundial

 
Distúrbio misterioso pode estar associado a tipo de pesticida

Jim Wilson/The New York Times
G1
Apicultores checam colmeias em fazenda em Piedra, na CalifórniaUma doença misteriosa, que há anos tem afetado a apicultura, conhecida como "distúrbio de colapso de colônias", parece ter se expandido drasticamente nos EUA, segundo reportagem do jornal "The New York Times".

Produtores ouvidos pelo diário afirmam que entre 40% e 50% das colmeias colapsaram no último ano. Além da produção de mel, as abelhas são fundamentais para a polinização de inúmeras culturas agrícolas.

"Elas pareciam tão saudáveis na última primavera", disse Bill Dahle, proprietário de uma apicultura em Montana. "Tínhamos tanto orgulho delas. Então, lá pelo começo de setembro, elas começaram a cair de cara no chão, a morrer que nem loucas. Estamos neste ramo há 30 anos e nunca vivemos uma perda como essa antes".

A causa desse distúrbio ainda não foi determinada com precisão, mas desconfia-se que esteja associado com uma classe de pesticidas introduzidos recentemente no mercado, os neonicotinoides. Eles são pesticidas "sistêmicos", muitas vezes impregnados nas sementes de modo que os insetos que comem as plantas tratadas são envenenados.

Ao contrário de outros pesticidas, que se deterioriam mais rapidamente, esses produtos ficam longos períodos no ambiente. Uma possibilidade temida pelos produtores é de que as abelhas levem pólen com neonicotinoides para suas colmeias. Por isso, estariam se alimentando com doses muito altas de pesticidas que, em porção menor, não lhes causariam dano, segundo "The New York Times".

Ambientalistas

Um grupo americano de ambientalistas afirmou esta semana que milhares de pesticidas circulam no mercado dos EUA apesar de não terem sido aprovados em rigorosos testes de segurança, colocando em risco a saúde de pessoas, animais e insetos polinizadores, como as abelhas.

O Conselho de Defesa de Recursos Naturais culpou uma lacuna regulatória no Congresso que data de 1978 e permitiu à Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) aprovar mais de 10 mil pesticidas com a realização de testes mínimos.

Este "registro condicional" foi estabelecido para casos específicos, como o aparecimento de doenças ou crises de saúde pública, mas na prática foi aplicado em 65% dos 16.000 pesticidas do mercado. "Um dos problemas que também descobrimos foi que o banco de dados da EPA está caótico", afirmou Mae Wu, advogada do Conselho Nacional de Proteção Ambiental, que participou da investigação nos últimos dois anos.

"Não estavam seguindo em absoluto os procedimentos corretos de registro", acrescentou, em declarações à imprensa, ao observar que o público nunca esteve envolvido no processo de seleção e que os pesticidas temporários ficavam relegados a "buracos negros".

A agência ambiental respondeu em um comunicado que está "trabalhando intensamente para proteger as abelhas e outros polinizadores dos pesticidas perigosos através de uma regulamentação, do trabalho de voluntários e de programas de pesquisa".

A EPA também está "acelerando o calendário para revisar os pesticidas neonicotinoides devido às incertezas em torno destes e ao desconhecimento de seus potenciais efeitos nas abelhas", disse.

'Plano de ação'

Na Europa, os neonicotinoides também enfrentam polêmica. Também esta semana, os grupos químicos Bayer, da Alemanha, e Syngenta, da Suíça, apresentaram um "plano de ação" para as abelhas, como alternativa à proibição dos neocotinoides que fabricam e que a Comissão Europeia quer proibir.

O plano da Bayer e da Syngenta, que se baseia em melhorar as condições de vida das abelhas, propõe "tirar a UE (União Europeia) da estagnação no que diz respeito à saúde das abelhas", indicou o grupo alemão em um comunicado.

A Comissão Europeia (CE) quer proibir durante dois anos a utilização de vários pesticidas mortais para as abelhas para quatro tipos de cultivos: milho, canola, girassol e algodão.

Ela se baseia em um relatório negativo da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos.

A proposta das duas empresas foi rejeitada em meados de março pela maioria dos Estados membros da UE, mas a CE anunciou uma nova votação na primavera (hemisfério norte), com o objetivo de que entre em vigor no dia 1º de julho.

Os três neonicotinoides envolvidos estão presentes nos pesticidas produzidos pela Bayer e pela Syngenta. De acordo com John Atkin, diretor de operações da Syngenta, citado no comunicado, a proibição dos neonicotinoides "não salvaria uma única abelha".

Estudo

Estudo publicado nesta quarta-feira (27) na revista "Nature Communications" sugere que os neonicotinoides podem embaralhar os circuitos cerebrais das abelhas, afetando sua memória e capacidade de navegação, necessárias para encontrar comida.

A equipe de cientistas estudou os cérebros de abelhas produtoras de mel no laboratório, expondo-as a pesticidas neonicotinoides usados em lavouras, e a organofosfatos, o grupo de inseticidas mais usado no mundo - neste caso, o coumafos -, utilizado para controlar infestações de ácaros em colmeias.

De acordo com a pesquisa, quando expostos a concentrações similares dos dois pesticidas encontradas no meio ambiente, os circuitos de aprendizagem nos cérebros das abelhas logo param de funcionar.

"As duas classes de pesticidas juntas demonstraram ter um efeito negativo maior no cérebro das abelhas e que podem inibir o aprendizado das abelhas produtoras de mel", explica Christopher Connolly, do Instituto de Pesquisa Médica da Universidade de Dundee, no Reino Unido.

"As [abelhas] polinizadoras têm comportamentos sofisticados enquanto se alimentam, que exigem que aprendam e se lembrem de tratos florais associados à comida', acrescentou Geraldine Wright, do Centro de Comportamento e Evolução da Universidade de Newcastle.

"A interrupção desta importante função tem implicações profundas na sobrevivência de colônias de abelhas produtoras de mel porque as abelhas que não conseguem aprender não conseguirão encontrar comida", emendou.
 
   

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