Sábado, Maio 25, 2013
Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal
   
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Internacionais

Cavalo causa tumulto em Manhattan após acidente de charrete

 
Policial tenta acalmar o cavalo após acidente - Foto: Reuters
 
Um acidente curioso envolvendo uma charrete provocou tumulto na tarde dessa quinta-feira nas ruas de Nova York, nos Estados Unidos. Após se assustar e sair em disparada, um cavalo conseguiu se livrar da charrete a qual estava preso e passou a vagar por algumas vias da cidade, assustando os pedestres, de acordo com a CNN.

Testemunhas disseram que o cavalo estava seguindo pela Central Park South quando entrou na Columbus Circle, famosa rotatória de Manhattan em homenagem a Cristóvão Colombo, quando o animal disparou. Ao correr, houve uma colisão com um objeto, que dividiu a charrete em dois e libertou o cavalo.

Enquanto paramédicos atendiam as vítimas - dois passageiros e o condutor -, o animal assustado circulou por algumas ruas da região, até ser parado e controlado por policiais. Ele foi levado em custódia e depois conduzido de volta para seu estábulo.
 

Estudo aponta que barulho de navio reduz comunicação das baleias

 
As baleias franca reduziram cerca de 67% a comunicação entre a espécie. Foto: reprodução

Do NE10
Cientistas da Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera (NOAA, na tradução do inglês) realizaram um estudo que aponta uma redução significante da comunicação entre as  baleias da espécie Eubalena glacialis, também conhecida como  baleia franca do Atlântico Norte.

O motivo para a redução entre a comunicação desses mamíferos marinhos seriam os ruídos nos oceanos causados principalmente por návios. De acordo os estudos a redução seria de até 67%.

A comunicação entre as baleias foi monitorada  entre os anos de 2007 e 2010. Nesse perído foi verificada uma redução de cerca de dois terços da capacidade de comunicação desses animais.

As baleias francas do Atlântico Norte estão à beira da extinção e são um dos grandes animais raros da terra, de acordo com os cientistas. Estima-se que a população desta espécie varie de 350 a 550 animais no mundo todo.
   

Caça de animais mais importante do que pessoas

Fonte de informações: Pravda.ru
Reis e príncipes do Oriente Médio estão prestes a forçar a remoção de mais de 48.000 pessoas de suas terras na Tanzânia, para dar lugar a um complexo de caça de animais financiado por empresas privadas. Entretanto, o presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, já mostrou uma vez que pode impedir esses acordos se houver uma cobertura de mídia negativa. Clique para causar uma tempestade na mídia e pressionar o presidente Kikwete a vetar a desapropriação das terras e salvar o povo Maasai.

A qualquer momento, uma grande empresa de caça de animais pode fechar um contrato que forçaria mais de 48.000 membros da famosa tribo africana Maasai a deixarem suas terras para dar lugar a reis e príncipes ricos do Oriente Médio, que desejam caçar leões e leopardos. Especialistas dizem que a aprovação do contrato pelo presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, pode acontecer a qualquer momento. Mas se agirmos agora, poderemos impedir que o Serengeti seja sacrificado.

Da última vez que essa empresa tirou o povo Maasai de suas terras para dar lugar aos caçadores ricos, muitas pessoas foram espancadas pela polícia, colocaram fogo em suas casas e o gado morreu de fome. Mas, logo em seguida, depois de um escândalo na mídia, o presidente mudou de opinião e devolveu a terra para os Maasai. Dessa vez, ainda não houve nenhum escândalo na mídia, mas se juntarmos nossas vozes agora, poderemos mudar isso e fazer com que Jakaya Kikwete impeça o acordo.

Se 150.000 de nós assinarem a petição, os meios de comunicação na Tanzânia e em todo o mundo serão alertados e o presidente Kikwete receberá a mensagem necessária para repensar esse acordo funesto. Assine a petição agora e envie para todos:

http://www.avaaz.org/po/save_the_maasai/?bsGgibb&v=17101

Os Maasai são pastores semi-nômades que viveram na Tanzânia e no Quênia, durante séculos, desempenhando um papel fundamental na preservação do delicado ecossistema ali presente. Mas para as famílias reais dos Emirados Árabes Unidos, eles são um obstáculo para seus luxuosos retiros de caça de animais. Um acordo para expulsar os Maasai, abrindo o caminho para os ricos caçadores estrangeiros é ruim não só para a vida selvagem, como também para as comunidades que serão destruídas. Enquanto o presidente Kikwete diz a elites locais que vender suas terras nesse acordo é algo bom para o desenvolvimento, a maioria das pessoas só quer manter suas terras, as quais podem ser desapropriadas pelo presidente por meio de um decreto.

O presidente Kikwete sabe que esse acordo seria prejudicial para o turismo da Tanzânia - uma fonte importante de renda nacional - e, portanto, está tentando escondê-lo do público. Em 2009, uma tentativa de desapropriação de terra semelhante para os reis e príncipes, executada pela mesma empresa que está tentando angariar as terras agora, gerou uma cobertura mundial da mídia e a situação foi revertida. Sabemos que a pressão pode funcionar se conseguirmos criar o mesmo nível de atenção agora.

Uma petição assinada por milhares de pessoas pode forçar todos os principais escritórios de agências de notícias globais na África Oriental e na Tanzânia a trazer esse negócio polêmico à tona. Assine agora para exigir que Kikwete impeça esse negócio:

http://www.avaaz.org/po/save_the_maasai/?bsGgibb&v=17101

Representantes da comunidade Maasai apelaram hoje com urgência para a Avaaz pedindo que soássemos o alarme global para salvar a terra deles. Diversas vezes, a impressionante resposta desta incrível comunidade transforma causas aparentemente perdidas em legados que duram uma vida. Vamos proteger o povo Maasai e deixar a fauna para os turistas que queiram levar do Serengeti apenas fotografias e não os cadáveres de animais.

Rivaldo Cardoso

AVAAZ
 
   

Vídeo flagra policiais atirando contra cachorro em Nova York

Redação SRZD
Um vídeo publicado nesta quinta-feira no Youtube mostra dois policiais atirando contra um cachorro da raça pit bull em Nova York, nos Estados Unidos. Nas imagens, o cão tenta avançar sobre uma mulher e, em seguida, é atingido por tiros.

O animal está internado em estado grave. As pessoas que acompanham a ação gritam e desaprovam a atitude dos oficiais da polícia norte-americana.

Testemunhas contaram ao site "Gothamist" que o cachorro, que se chama Star, ficou alterado após seu dono desmaiar na rua e pedestres tentarem se aproximar dele.

Identificado como Lech Stankiewicz, se recupera do mal-estar. Star está se recuperando em uma clínica para animais na região de East Village, em Nova York.

Assista ao vídeo:
 
 
   

Lady Gaga defende uso de roupa de pele animal

Marta Rocha
Lady Gaga escreveu uma carta aberta aos fãs em que explica o porquê de usar roupa feita de peles de animais, lamentando se tal uso ofende algum desses fãs. A cantora criticou ainda atuação de alguns ativistas pelos direitos dos animais, como os que atiraram farinha a Kim Kardashian.

Em carta aberta aos seus «little monsters», Gaga condenou campanhas «violentas, abusivas ou infantis» pelos direitos dos animais: «Quero que saibam que me preocupo profundamente com os vossos sentimentos e visões e vou sempre apoiar as vossas filosofias de vida. Temos vindo a  ter conversas sobre a sociedade, igualdade e política nos últimos cinco anos e devemos continuar. No entanto, não apoio campanhas violentas, abusivas e infantis para NENHUMA CAUSA, especialmente uma que respeito: Os direitos dos animais», escreveu a cantora.

Na mesma carta, Gaga revela ainda que não vai deixar de usar roupa com origem em pele de animal: «Escolho não comentar se as peles que compro são falsas ou verdadeiras, porque acho que seria hipócrita não falar da pele de vaca, a piton, a ostra, o couro, cordeiro, o jacaré, sem falar da carne, que já usei. Isto deve colocar-me na categoria das pessoas que adoram a beleza dos animais na moda, mas não sou uma vegan rigorosa. Eu tenho-me mantido a fastada das peles verdadeiras, especialmente porque nunca pude pagar uma boa, mas isto não quer dizer que a minha moral seja rígida. Lamento que os fãs fiquem chateados com isto, é um sentimento pela saúde e segurança dos animais justo e de aplaudir. Eu respeito as vossas visões, por favor respeitem as minhas».

A cantora termina o comunicado criticando os ativistas que atiraram farinha a Kim Kardashian por esta usar peles: «A todos os ativistas, poupem a farinha para fazer pão para as crianças que têm fome. E a Kim Kardashian é fabulosa».
 
   

Casal é acusado de crueldade por manter mais de 100 animais em casa

 
Americanos mantinham 70 cães, além de gatos, porcos e outros bichos.
Segundo polícia, havia cães deformados por cruzamentos interraciais.

Do G1
Um casal norte-americano está sendo acusado de “crueldade extrema com animais” após mais de 100 animais terem sido resgatados do pequeno apartamento em que vivem num condomínio em Miami.

Ilena Arnais e Rubin Dario Arrojo mantinham mais de 70 cachorros assim como gatos, porcos, pássaros e um porco-espinho que, de tanta falta de água e comida acabaram comendo as próprias fezes para se manterem vivos, segundo o “Daily Mail”.

A polícia e equipes de resgate que foram ao apartamento do casal de cerca de 50 anos se depararam ainda com diversos cachorros deformados, que eles suspeitam serem resultado de cruzamentos interraciais bizarros.

Rubin Dario Arrojo e Ileana Arnais e um dos 70 cães encontrados na casa, em reportagem do 'Daiy Mail' (Foto: Reprodução)

Um relatório da detenção revelou um filhote de cachorro maltês com pernas e patas deformadas, que o obrigava a se arrastar, e outros cães em condições igualmente horríveis, com feridas não tratadas.

Segundo a investigação, o casal acusado estaria tentando criar um cachorro “mutante”. Apesar do estado dos animais, Arnais e Arrojo afirmam que não estavam fazendo nada de errado.

A cama do casal estava coberta de excremento dos animais, com 20 cachorros dormindo em cima. A polícia disse que muitos dos cães jamais haviam saído do apartamento, e nunca teriam visto a luz do sol.

O lugar estava infestado com baratas e larvas. Assim como os cerca de 70 cachorros, 15 pássaros, gatos, um porco, tartarugas e um porco-espinho foram resgatados.

A polícia disse que não havia energia elétrica para a geladeira, nem comida na casa para os moradores e os animais. Os investigadores também disseram não ter encontrado nenhum local com água e comida para os vários bichos.

“Esses animais estavam sofrendo em diversas circunstâncias, falta de comida, água, atendimento de saúde, sem condições sanitárias e confinados num espaço pequeno. Negligência também é uma forma de crueldade com os animais”, disse a procuradora Katherine Fernandez Rundle ao jornal.

Um filho do casal, de 26 anos, foi autorizado a ficar na casa com dois cachorros.

A polícia disse ter sido alertada por vizinhos pelo terrível cheiro que vinha do apartamento do casal.

Arnais e Arrojo responderão a 34 acusações de crueldade com animais, número que ainda pode aumentar.
 
   

Ativistas pedem adoção de animais de rua em Belarus, no leste europeu

Cães e gatos 'sem-teto' participaram do protesto na capital do país, Minsk.
Ação também contou com a presença de potenciais donos para os bichos.

Do Globo Natureza, em São Paulo
Ativistas em defesa dos animais fizeram uma manifestação neste sábado (11), em Belarus, no leste europeu, para apoiar a adoção de bichos que vivem nas ruas.

Cães e gatos "sem-teto" participaram do protesto na capital do país, Minsk. Um dos cachorros exibia no peito a frase em russo "Me leve para casa".

A ação também contou com a presença de potenciais donos para os bichinhos de estimação, em uma iniciativa organizada pela Associação Pública de Proteção Animal (Egida).

Mulher brinca com um cão, que parece voar; e ao lado aparece outro cachorro de rua, que traz estampada no peito a frase em russo 'Me leve para casa' (Foto: Montagem Victor Drachev/AFP e Vasily Fedosenko/Reuters)

Na imagem abaixo, uma mulher alimenta um gatinho abandonado. Ao lado, aparece o cão Christmas (Natal, em inglês), que tem uma deficiência nas patas traseiras e anda com a ajuda de rodinhas.

Filhote de gato é alimentado na ação; à dir., cão deficiente procura um dono (Foto: Vasily Fedosenko/Reuters)
 
   

África do Sul abre o primeiro orfanato para rinocerontes

Agência France Press
Com quatro meses de existência, o primeiro e por ora único morador do "Entabeni Safari Conservancy", localizado perto de Mokopane, ainda não tem nome, mas já demonstra ter muita personalidade.

Mokopane - A África do Sul abriu um orfanato para rinocerontes que pretende salvar os bebês cujas mães foram vítimas dos caçadores ilegais.

Com quatro meses de existência, o primeiro e por ora único morador do "Entabeni Safari Conservancy", localizado perto de Mokopane, ainda não tem nome, mas já demonstra ter muita personalidade.

"Ele tenta tocar no nosso cabelo e nosso rosto com os lábios e entra em todos os lugares proibidos. É exatamente como um bebê de quatro meses", explica a estudante americana Alana Russell, uma das cuidadoras do filhote de 100 quilos.

A iniciativa é uma das várias respostas para a explosão de caça proibida de rinocerontes, cujos cifres são comercializados no mercado negro da medicina tradicional chinesa.

Desde o início do ano, 300 desses mamíferos foram mortos, em comparação com os 448 massacrados em 2011.

Um terço das vítimas da caça ilegal são fêmeas com filhos, que, órfãos, precisam de cuidados especiais, explica Karen Trendler, encarregada do orfanato e conhecida como 'mamãe rinoceronte' por ja ter salvado mais de 200 animais desta espécie.

Curiosamente, o único filhote de rinoceronte por enquanto no centro não é uma vítima dos caçadores, e sim foi rejeitado pela mãe. No orfanato, ele será preparado para conviver com outros de sua espécie, como Mike e Nann, dois rinocerontes adultos que vão chegar para virar pais adotivos e ensinar "os rinocerontezinhos a ser rinocerontes".
 
   

França - Ativista seminua toma 'banho de sangue' contra testes em animais

 
Grupo fez manifestação em Paris e chamou a atenção de pedestres.
Europa pode adiar banimento do uso de animais na indústria de cosméticos.

Do G1, em São Paulo
Seminua, uma ativista do grupo Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, na sigla em inglês) posou nesta quarta-feira (8) em uma banheira com molho de tomate em Paris, simbolizando um 'banho de sangue'. (Foto: Mehdi Fedouach/AFP)

O protesto é contra a intenção da Comissão Europeia de adiar até 2013 o início do banimento de animais de teste na indústria de cosméticos. (Foto: Mehdi Fedouach/AFP)

A manifestação chamou a atenção de pedestres na capital francesa. (Foto: Mehdi Fedouach/AFP)
 
   

Tailandeses pedem o fim do consumo de carne de cachorro

 
Inspirados pelo festival Boknal - no qual tradicionalmente se come carne de cachorros - um grupo de ativistas de direitos de animais da Tailândia organizou um protesto em frente à embaixada da Coreia do Sul, em Bangcoc.

Os manifestantes pediam o fim do consumo de carne de cães e de gatos.

O dia 7 de agosto é o último do festival coreano Boknal.

"A ação contra o Boknal é um evento global e que por isso viemos às ruas em apoio ao grupo coreano Kara, de defesa dos direitos de animais", afirmou Gabriela Moriarty, da Aliança Ativista Animal.

Manifestantes afirmam que mais de dois milhões de cachorros são abatidos todo ano só para abastecer o mercado da Coreia do Sul.
   

Até uma mosca pode ter consciência, dizem neurocientistas

Terra/DA
Aquele olhar enigmático do gato, aquela ação inesperada do cão ou aquele passarinho que atrai o peixe com pão. Como são espertos!, você pensa. Os cientistas não pareciam concordar. Até o dia 7 de julho, quando neurocientistas se reuniram para assinar um manifesto na Universidade de Cambridge, na Inglaterra: "As evidências apontam que os humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos que geram a consciência", concluíram. O nível dessa consciência presumida, no entanto, é desconhecido.

"Quando nós dizemos que 'são conscientes', normalmente se pensa em 'consciente como um humano'. É claro que eles não são conscientes como o ser humano", enfatiza Bruno Van Swinderen, professor do Brain Institute, da Universidade de Queensland, Austrália. "Uma vaca tem uma memória de vaca, e nenhum histórico de entendimento do motivo dela ser levada de um lado para o outro no pasto e ser alimentada. Mas a vaca tem uma consciência, que pode envolver mecanismos que levam à consciência humana, apenas menos complexos e sem o histórico humano".

O manifesto publicado em Cambridge - e assinado por cientistas renomados, com apoio do físico Stephen Hawking - não aponta grau de consciência, mas se encarrega de indicar alguns dos animais que possuem as faculdades neurológicas geradoras de consciência: "Todos os mamíferos e pássaros, e muitos outros, incluindo os polvos". Esses são, portanto, alguns dos principais alvos dos estudos de consciência.

David B. Edelman, pesquisador da área de neurobiologia experimental do Instituto de Neurociências, em San Diego, argumenta que, até pouco tempo atrás, grande parte da neurociência tinha se mantido cética sobre essa questão. "Agora, com o acúmulo de evidências que sugerem estados conscientes em primatas, além das aves e papagaios, particularmente o trabalho de Irene Pepperberg com estes, os neurocientistas estão mais dispostos a envolver a questão da consciência em animais não humanos", justifica.

O que é consciência

Apesar do manifesto, ainda não há um consenso sobre a definição de consciência entre os pesquisadores. A maioria dos animais tem sistemas de memória e mecanismos de atenção, e a interação entre esses dois processos cresce em complexidade, de moscas a humanos. Conforme Swinderen, alguns neurocientistas utilizam medidas dessa complexidade para sugerir estados conscientes, como Giulio Tononi e sua medida "Phi", uma variável quantitativa.

Edelman, entretanto, não tem uma opinião quantitativa sobre a consciência. "Meu ponto de partida é a premissa de que a forma mais básica de consciência envolve, primeiramente, a conexão de estímulos sensoriais para a produção de uma coerente e unificada percepção e, segundo, a retenção dessa percepção na memória, mesmo que de forma fugaz", explica.

Consciência no espelho

Distinta da medida quantitativa de Giulio Tononi, a indicação de consciência mais comum é a consciência de si mesmo. Assim como Swinderen e Edelman, a pesquisadora e professora de psicologia da Hunter College, nos Estados Unidos, Diana Reiss, também assinou o manifesto. Ela investiga as habilidades cognitivas de golfinhos e elefantes, analisando de que forma eles respondem a um espelho. Diana estuda o índice de consciência medido pela maneira como os indivíduos respondem a seu reflexo. "Eles entendem a representação externa de si mesmos?", questiona a pesquisadora. Os seres humanos, macacos, golfinhos, elefantes e pombos mostram esse tipo de autoconsciência, segundo ela.

Humanos x não humanos


Para medir a similaridade entre a consciência dos animais e dos seres humanos, Swinderen explica que, além dos testes de autoconsciência, como o do espelho, tudo o que se pode fazer atualmente é estudar processos como a atenção e a aprendizagem e gravar a atividade cerebral correlacionada. "Um problema com a aprendizagem é que você pode treinar um animal para fazer muitas coisas que façam ele parecer consciente, mas que sempre pode ser explicada como uma série de reflexos", relata o pesquisador.

Atenção seletiva, sono e anestesia geral em humanos são alguns dos estudos que colaboram para a compreensão da consciência. Swinderen, que trabalha com neurociência comportamental, se utiliza desses mesmos estados comportamentais, com foco no modelo de organismo da mosca-da-fruta, a Drosophila melanogaster, para estudar sua percepção. "Meu interesse é na verdade sobre como o cérebro suprime a percepção, por exemplo, durante o sono, mas também atenção seletiva e através da ação dos anestésicos gerais", esclarece.

Até a mosca?

Não dá nem para limitar o universo de animais conscientes. Pelo critério mais clássico, de autoconsciência, conscientes seriam os mamíferos maiores, como golfinhos, macacos e elefantes, de acordo com Swinderen. Analisando medidas de complexidade como o "Phi", contudo, até mesmo uma mosca poderia ser considerada. "Os cientistas ainda estão no escuro sobre esse assunto. Nós precisamos entender antes o trabalho de atenção e memória antes de imaginar como esses processos podem interagir para construir uma criatura consciente ao longo do tempo", argumenta.

Para Edelman, o "clube da consciência" nos animais não é tão exclusivo quanto se pensava. Segundo sua própria visão de consciência, o pesquisador acha perfeitamente concebível que animais distantes dos vertebrados, como os moluscos cefalópodes, particularmente o polvo, possuam estados conscientes. "Eu arriscaria dizer que todos os mamíferos e a maioria, se não todas, as aves, experienciam estados de consciência". Evidências comportamentais para apoiar a afirmativa existem, conforme o cientista.

O polvo

Edelman estuda o cérebro e o comportamento do polvo, com foco específico na visão dos moluscos cefalópodes. "Meu laboratório investiga as propriedades mais importantes da percepção visual do polvo, para que, algum dia, possamos combinar nossos estudos psicofísicos da visão do polvo com técnicas eletrofisiológicas que nos permitam identificar determinados correlatos neurofisiológicos da visão deste moluscos", elucida o pesquisador.

Segundo ele, a partir de perspectivas neurofisiológicas e neuroanatômicas, é difícil argumentar que os polvos têm alguma forma de consciência. Não que isso não possa ser sugerido, mas não existem ainda dados suficientes para permitir comparações com os mamíferos ou com os vertebrados, por exemplo.

Debate ético

Mais do que corroborar uma visão científica, o manifesto pode promover um debate acerca dos direitos dos animais. "A declaração é um reconhecimento, em primeiro lugar, que os seres humanos não detêm o monopólio da consciência e, em segundo, que há um corpo razoável de evidências científicas que sustentam estados conscientes em uma variedade de animais não humanos, incluindo, não de forma limitada, mamíferos e aves", afirma Edelman.

A noção de que os animais possuem consciência pode ser desconfortável, dependendo dos hábitos alimentares do indivíduo. Se os animais têm consciência, eles também sofrem. "É difícil tornar o animal um objeto se evidências apontam que aquele animal está consciente de seu mundo - e, mais ainda, de que aquele animal está consciente de estar consciente. Autoconsciência em uma possível forma de presença subjetiva em animais não humanos deveria necessariamente impor um maior carinho e cuidado com o bem-estar dos animais não humanos", acrescenta.

Swinderen, por outro lado, não imagina que as descobertas impliquem necessariamente mudanças de comportamento, mais especificamente de hábitos alimentares dos seres humanos. "Eu concordo que alguns animais não humanos são provavelmente conscientes, mas eu acho que a maioria das pessoas já pensava assim antes. Eu ainda como carne, assim como mato milhares de moscas diariamente em meu laboratório. Devo admitir que eu teria problemas em matar qualquer outro animal sozinho, mas isso já acontecia antes da Conferência de Cambridge", encerra.
 
 

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Categoria: Notícias/Internacionais

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Seg, 16 de Julho de 2012
   

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