Sábado, Maio 18, 2013
Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal
   
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Internacionais

Australia: mulher acha cão de estimação que estava sumido há 2 anos

 
Samantha McDonald não tinha mais esperanças de encontrar o cão

Uma mulher conseguiu encontrar seu cão de estimação dois anos após o animal ter desaparecido em Gold Coast, na Austrália. O animal chamado "Diesel" foi encontrado perto de uma estrada movimentada da cidade e levado para um abrigo, onde os veterinários descobriram que ele tinha microchip de identificação.

Samantha McDonald não tinha mais esperanças de encontrar o cão, já que havia se mudado para Mackay há um ano. Como a cidade fica a cerca de 1.070 km de Gold Coast, uma entidade de defesa dos animais conseguiu levantar doações para enviar o cão em um voo para Mackay.
 
 

Golfinhos unem-se para ajudar fêmea em dificuldades

 
Pela primeira vez, um grupo de golfinhos foi visto a unir-se para tentar salvar uma fêmea da espécie que se encontrava ferida e em dificuldades. O animal acabou por morrer, mas o gesto, registado em vídeo, está a circular por todo o mundo e a merecer a atenção dos especialistas.
 
O episódio aconteceu em 2008, mas só agora a equipe de cientistas do Cetacean Research Institute, na Coreia do Sul, que estudava aquele grupo de animais quando tudo aconteceu no mar do Japão, deu a conhecer o vídeo e as conclusões da investigação sobre o comportamento dos golfinhos.
 
De acordo com o portal New Scientist, que avança a notícia, à data, os investigadores aperceberam-se de que cerca de 12 golfinhos se encontravam a nadar muito próximos uns dos outros e rapidamente entenderam porquê: uma fêmea estava em dificuldades e parecia ter as barbatanas peitorais paralisadas.
 
Os outros animais da espécie juntaram-se, então, à sua volta para tentar mantê-la à superfície, colocando-se até debaixo de água e empurrando o seu corpo para cima. Após cerca de 30 minutos, o grupo posicionou-se sob a companheira formando uma espécie de "jangada" para a ajudar a respirar e evitar que se afogasse.
 
Depois de algum tempo a tentativa acabou por sair frustrada, já que o animal acabou por morrer e os companheiros foram, pouco a pouco, abandonando o local. No entanto, cinco golfinhos permaneceram junto dela até o seu corpo desaparecer completamente no fundo do mar.
 
 
 
Comportamento é caraterístico de espécies sociáveis
 
"A ideia com que ficamos é que se trata de uma forma sofisticada de manter o animal à tona", explica Karen McComb, especialista da Universidade de Sussex, em Brighton, no Reino Unido, citada pelo New Scientist.
 
Segundo McComb, este tipo de comportamento observa-se apenas em animais inteligentes e com tendência para a sociabilidade, já que, na maioria das espécies, os elementos feridos são deixados para trás.
 
Embora nos dê a sensação de que se trata de um ato de altruísmo, os cientistas acreditam que a vontade de ajudar traz benefícios ao próprio grupo, já que salvar um companheiro em dificuldades contribui para manter a união e, consequentemente, o controlo do território. Além disso, caso o grupo contenha parentes próximos, protegê-los significa proteger os genes partilhados.
 
McComb salienta ainda que o simples fato de os animais "trabalharem" em conjunto fortalece os laços da comunidade. "Faz muito sentido, sendo que estamos a falar de um animal inteligente e sociável, que os diferentes membros da comunidade apoiem um companheiro em dificuldade", conclui.
 
Os especialistas acreditam também que o apoio dado a um companheiro em dificuldade pode significar que os golfinhos têm a capacidade de compreender o sofrimento de outros e sentir empatia - ou seja, de se imaginarem no seu lugar.
 
Clique AQUI para aceder à primeira página do estudo publicado na revista científica Marine Mammal Science (em inglês).

[Notícia sugerida por David Ferreira]
 
   

Laboratórios de pesquisas nos EUA deixarão de usar chimpanzés

 
Comunidade científica acatou recomendação de órgão do país.
Ambientalistas protestavam contra o uso de primatas em experimentos.

Da France Presse
Os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) informaram que praticamente não usarão mais chimpanzés para a pesquisa biomédica e consideraram que seu uso "não é necessário" na maioria dos casos, aceitando assim as recomendações do Instituto de Medicina (IOM).

Os NIH, agências de pesquisas médicas do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, "informam à comunidade científica que acatam as recomendações do IOM e que como consequência não financiarão mais nenhum novo projeto de pesquisas que utilize chimpanzés", indicaram em um documento publicado em seu site na internet.

Os institutos preparam, ao mesmo tempo, instruções para implementar as recomendações do IOM - organização pertencente à Academia Nacional de Ciências que aconselha o governo e o público na área de medicina - emitidas em dezembro de 2011.
Os especialistas independentes consultados pelo IOM tinham concluído que a maioria das experiências científicas realizadas com chimpanzés não era indispensáveis e deveriam ser estritamente limitadas.

Estudos serão revistos

Os NIH revisarão também todas as pesquisas em curso que estejam usando chimpanzés, que são a menor parte. Dos 94.000 projetos de pesquisa financiados em 2011 pelos institutos, só 53 foram feitos com estes primatas.

Os Estados Unidos são o único país industrializado a usar primatas em pesquisas científicas, especialmente nos estudos relacionados com a hepatite C, a Aids e a malária. Em 2010, a União Europeia proibiu formalmente a utilização de macacos em laboratórios, seguindo assim o exemplo de Japão, Austrália e outros países.

Após o clamor de protesto provocado nas organizações de proteção de animais pela transferência, em 2010, de 14 chimpanzés "aposentados" que foram enviados a um laboratório de pesquisas no Texas, os NIH aceitaram atender às conclusões dos especialistas consultados pelo Instituto de Medicina sobre a utilidade destas pesquisas com macacos.

"Se no passado os chimpanzés foram muito úteis na pesquisa médica, seu uso hoje em dia não é necessário na maioria das pesquisas médicas", concluíram.

Os especialistas avaliam, no entanto, que em certos domínios ainda poderia ser indispensável recorrer aos chimpanzés, como é o caso da comparação do genoma destes macacos com o dos humanos ou das doenças infecciosas emergentes.

No entanto, não se chegou a um consenso sobre a necessidade ou não da participação de chimpanzés na pesquisa para o desenvolvimento de uma vacina contra a hepatite C, revelaram os NIH.

Em 2011 ainda havia 937 chimpanzés utilizados em pesquisas nos Estados Unidos, 450 dos quais estavam em programas financiados pelos NIH, enquanto outros recebiam recursos de laboratórios privados.
 
   

EUA: Golfinho preso pede ajuda a mergulhador

 


É um momento que já se tornou viral e que volta a evidenciar a relação especial que existe entre os golfinhos e os humanos. Há cerca de duas semanas, um golfinho preso numa linha de pesca em Kona, no estado norte-americano do Havai, pediu ajuda a um mergulhador para se libertar. O salvamento ficou registado em vídeo publicado no Youtube, onde já foi visto quase 900.000 vezes.
 
O episódio aconteceu durante uma experiência de mergulho para observação de raias perto do Big Island's Kona International Airport. De repente, os mergulhadores ouviram um "gemido" de dor, o golfinho aproximou-se do grupo e foi aí que Keller Laros, o seu salvador, se apercebeu de que o animal estava enrolado numa linha de pesca e não conseguia nadar normalmente.
 
Em declarações à televisão local KITV, o homem explicou que teve "medo de o magoar mais" mas que acabou por conseguir "cortar a linha que estava à volta da barbatana peitoral do golfinho". Durante o processo, o animal manteve-se supreendentemente quieto, transmitindo uma ideia de confiança plena no que o mergulhador estava a fazer e deixando-o trabalhar.
 
Assim que Laros o libertou da linha de pesca, o golfinho nadou para longe e não regressou mas, de acordo com o mergulhador, o seu ato foi um claro pedido de auxílio. "Já vários golfinhos se aproximaram de mim e eles são animais muito espertos", contou.
 
"A forma como ele se aproximou de mim e como se projetou na minha direção tornou evidente que ali estava para pedir ajuda", concluiu.

[Notícia sugerida por Diana Rodrigues e Vítor Fernandes]


 
   

Leopardos-de-amur serão submetidos ao censo

Alexei Liakhov, Serguei Mizerkin
RIA NovostiCientistas russos preveniram a extinção de um animal selvagem exemplar – leopardo-de-amur também conhecido como o siberiano ou leopardo do extremo oriente. No fim de janeiro, no sul da região de Primorie, se realizará um censo populacional deste raríssimo representante da família de felídeos. O último recenseamento aconteceu há seis anos.

A questão da preservação do leopardo-de-amur se coloca com muita cuidado e atenção em vários países. O animal foi registrado no Livro Vermelho Internacional. Hoje em dia, a situação continua catastrófica: em duas décadas, a área de seu habitat diminuiu em duas vezes, enquanto sua população se reduziu em dezenas de vezes. Os especialistas dizem ser praticamente impossível encontrá-lo hoje na taiga de Ussuriysk apesar do controle e de supervisões permanentes, adianta o tema o coordenador do Programa de Preservação da Diversidade Biológica da sucursal de Amur do Fundo Mundial da Natureza Selvagem (WWF), Serguei Aramilev.

Cada primavera se efetua um monitoramento com o emprego de câmeras fotográficas automáticas. Este trabalho se realiza desde 2002. Segundo os dados mais recentes, a população de leopardos se mantém estável e até tende a aumentar. Isto significa que, nas áreas dotadas de câmeras, o número de leopardos cresce.

As estimativas mais exatas poderão ser adiantadas por meio de cálculos mais clássicos, ou seja, por via de contagem e do exame de rastros de animais deixados na neve. Na investigação participarão 100 colaboradores de instituições científicas diversas, assinala Serguei Aramilev.

Serão examinados 120 itinerários, sendo cada um da extensão de 15 km. A tarefa básica será fazer com que estas rotas sejam percorridas simultaneamente. Se isto for impossível de fazer em um dia, precisaremos de dois ou de três dias para ter uma idéia do número de marcas deixadas na zona em questão.

Entretanto, para aumentar o número de animais será necessário ainda recuperar o seu habitat, ou seja, um ambiente em que podem viver, salienta Maria Vorontsova, diretora do Fundo Internacional da Proteção de Animais (IFAW).

Para concretizar este objetivo devem ser criados corredores de migração, sobretudo, no norte da região de Primorie, onde os leopardos tinham habitado antes. Mas agora isto será impossível devido à auto-estrada Vladivostok-Khabarovsk que separa os locais de habitação no sul de Primorie da principal zona de habitat no norte. Além disso, convém organizar a proteção do território em questão e dinamizar o combate à caça clandestina.

Segundo avaliações preliminares, hoje no território do parque nacional Terra dos Leopardos, criado em 2012, habitam cerca de 50 espécies, embora o seu número exato seja possível de calcular quando for concluído o censo de janeiro. Um recenseamento análogo será efetuado na zona fronteiriça com a China.
 
   

Jornada de gato de volta para casa intriga cientistas

 
Animal se perdeu a 320 quilômetros da residência de seus donos nos Estados Unidos e retornou dois meses depois

A gata Holly junto de seus donos Jacob e Bonnie Richter em sua casa, em West Palm Beach, na Flórida - BARBARA P. FERNANDEZ/ NYT

Ninguém sabe como aconteceu, mas um gato caseiro que se perdeu de sua família durante uma viagem conseguiu voltar para sua cidade de origem, a cerca de 320 quilômetros de distância e quase dois meses depois. Até mesmo cientistas ficaram assustados como Holly, uma gatinha de 4 anos, apareceu (cambaleando, fraca e magra), na véspera de Ano Novo, num jardim a 1,5 quilômetro da residência de seus donos Jacob e Bonnie Richter, em West Palm Beach, na Flórida. Ela tinha se perdido em Daytona Beach, no mês de novembro.
— Tem certeza de que é o mesmo? — questionou John Bradshaw, diretor do Instituto de Antrozoologia da Universidade de Bristol, em entrevista ao “New York Times”. — Há casos em que as pessoas arrumam uma justificativa mental esperando que ele seja o mesmo gato.

Mas Holly não apenas tem um padrão de preto e marrom totalmente diferente no seu pelo, como também tem implantado um microchip para identificá-la.
— Eu realmente acredito nestas histórias, mas elas simplesmente são difíceis de explicar — disse Marc Bekoff, ecologista comportamental da Universidade do Colorado. — Talvez por ter algum senso de direção, talvez pode ler as pistas de animais, talvez por ser um bom caçador. Não temos informações suficientes para responder a isso.

Existe, de fato, pouco dado científico para entender a navegação dos gatos. Animais migratórios, como pássaros, tartarugas e insetos foram estudados com mais profundidade, e sabe-se que eles usam campos magnéticos, pistas olfativas e orientação pelo sol. Cientistas dizem que é mais comum, apesar de também raro, ouvir falar de cachorros que voltam para casa, sugerindo que eles tenham herdado a habilidade de navegação de lobos. Ou que simplesmente sejam levados com mais frequência para viagens em família e que sejam reconhecidos e ajudados por pessoas no caminho.

Gatos se movimentam com tranquilidade por cenários familiares, memorizando locais pela visão e pelo olfato, e descobrindo atalhos facilmente, explicou Bradshaw. Já com locais e pessoas estranhas, a situação é mais complicada, embora ele e o biólogo comportamental da Universidade de Cambridge, Patrick Bateson, concordem que o alcance do olfato do gato é bem longo.
— Vamos dizer que eles associem o cheiro do pinheiro vindo do norte, então eles se movem em direção ao sul — sugeriu Batenson.
Peter Borchelt, estudioso do comportamento animal, se pergunta se não seria possível se Holly seguisse a costa da Flórida por visão ou som, seguindo pela rodovia Interstate 95, na Costa Leste dos Estados Unidos, e decidisse “mantê-la à direita enquanto o oceano ficasse à esquerda”. Mas, segundo ele, “ninguém vai fazer um experimento com um bando de gatos postos em diferentes direções para ver quais conseguem voltar para casa”.

O mais próximo disto foi um estudo de 1954 na Alemanha em que gatos foram colocados num labirinto coberto e circular com saídas a cada 15 graus. Segundo o biólogo especialista em gatos, Roger Tabor, os animais do experimento em geral saíram pela opção mais próxima de suas casas, cujas distâncias não ultrapassavam cinco quilômetros de distância.

Uma pesquisa da National Geographic e da Universidade da Geórgia com 55 gatos usando vídeos pendurados em suas coleiras sugere que o comportamento destes animais é bastante complexo. Por exemplo, quatro gatos se dividiam entre diferentes famílias, conseguindo comida e atenção de cada lar. Além disso, eles tinham comportamentos de risco, como atravessar rodovias e comer e beber em lugares que não fossem sua casa.
 
   

É ético ferver as lagostas vivas?

 
Novo estudo desmente a ideia de que esses animais não são capazes de sentir dor. A descoberta pode impactar desde a gastronomia até a pesquisa científica

Juliana Santos
Lagosta na panela: vale o sofrimento em nome da alta gastronomia? (Thinkstock)

Na última quarta-feira, um estudo publicado no Journal of Experimental Biology reacendeu um debate que é caro tanto a biólogos quanto a defensores dos direitos dos animais e apreciadores da alta gastronomia: os crustáceos, em especial as lagostas, são capazes de sentir dor?

A resposta é importante porque crustáceos, como lagostas e caranguejos, são os ingredientes principais de diversos pratos e iguarias consumidos pelo mundo afora. Métodos comuns de preparo desses animais incluem atirá-los em água fervente ou arrancar partes deles, tudo isso enquanto ainda estão vivos. Em restaurantes, é comum que os crustáceos fiquem em aquários, para serem escolhidos pelo consumidor e, assim, consumidos ainda frescos.

Pois o estudo, realizado com caranguejos-verdes (Carcinus maenas), concluiu que esses animais são capazes de sentir dor. "Bilhões de crustáceos são capturados ou criados para atender à demanda da indústria agroalimentar. Em comparação com os mamíferos, eles não gozam de quase nenhuma proteção sob a única presunção de que não podem sentir dor. Nossas pesquisas sugerem o contrário", resumiu Bob Elwood, biólogo da Universidade Queen's em Belfast,  na Irlanda.

Durante o experimento, noventa caranguejos foram colocados, um de cada vez, em um tanque iluminado, no qual havia dois abrigos, simulando os locais escuros entre as pedras nos quais eles costumam se esconder quando estão na natureza. Quando escolhiam um dos abrigos, localizados em pontas opostas, metade dos animais recebeu um choque. Depois de algum tempo de descanso, eles foram colocados de volta no tanque. A maioria deles escolheu novamente o mesmo abrigo, o que os fez levar outro choque. A partir da terceira vez em que foram colocados no tanque, porém, e nas outras sete que se seguiram, a maior parte dos caranguejos escolheu o outro abrigo, de modo que deixaram de receber os choques.

"Tendo vivenciado choques duas vezes, os caranguejos aprenderam a evitar o abrigo no qual eles recebiam o choque. Eles se mostraram dispostos a desistir de seu esconderijo natural para evitar uma possível fonte de dor", disse Elwood.

De acordo com o pesquisador, o estudo foi realizado de forma a impedir que a nocicepção, uma espécie de reflexo desses animais, que não envolve uma sensação desagradável, fosse confundida com a dor. Elwood, que já realizou estudos com outras espécies de crustáceos, acredita que as conclusões se aplicam a todos eles — inclusive as lagostas.

"Meu objetivo tem sido descobrir se as reações desses animais são meramente causadas por um reflexo ou se elas são mais prolongadas e envolvem o 'cérebro', de modo que não podem ser simples reflexos. O primeiro estudo mostrou que camarões, ao ter uma das antenas ferida com produtos químicos, passam um longo tempo esfregando-a, mas esse processo é reduzido quando um anestésico local é aplicado. O segundo estudo mostrou que o caranguejo-ermitão (Paguroidea) ao receber choques dentro de suas conchas, sai dela, mas tem tendência maior a sair de um tipo de concha que não aprecia tanto. Esse tipo de comportamento envolve o cérebro, não pode ser um reflexo", disse Elwood ao site de VEJA.

Festival medieval — É comum que as preocupações dos defensores dos direitos dos animais estejam voltadas para bichos parecidos com humanos, principalmente mamíferos. Por estarem mais distantes dessa imagem, pouco se costuma pensar no bem-estar dos crustáceos durante a preparação de receitas.

Em 2003, o renomado escritor e ensaísta americano David Foster Wallace (que se suicidou em 2008) voltou-se ao tema, curiosamente recrutado pela principal revista de gastronomia dos Estados Unidos, a Gourmet Magazine. As questões éticas e filosóficas que decorrem da ciência de que esses animais sentem dor e sofrem durante o processo pelo qual passam para chegar ao prato foi abordada em um longo e intenso texto intitulado "Pense na lagosta", que integra o livro Consider the Lobster and Other Essays (Pense na lagosta e outros ensaios, em tradução livre) lançado em 2005 pela editora Little, Brown and Co. O texto em português faz parte do recém-lançado livro Ficando Longe do Fato de Já Estar Meio Que Longe de Tudo (Companhia das Letras).

No artigo que dá nome ao livro, Wallace compara o Festival da Lagosta do Maine, evento popular nos Estados Unidos, em que uma imensa panela ferve até 100 lagostas de uma só vez, a "um circo romano ou um festival de torturas medievais."

Mas, como ele mesmo admite, seu maior argumento não é teórico, mas prático. Trata-se da reação da lagosta ao ser fervida, descrita com clareza pelo autor: "Quando é despejada do seu recipiente para dentro do tacho fumegante, às vezes a lagosta tenta se segurar nas bordas do recipiente ou até mesmo enganchar as garras na beira do tacho como uma pessoa dependurada de um telhado, tentando não cair. Pior ainda é quando a lagosta fica imersa por completo. Mesmo que o sujeito tampe o tacho e saia de perto, normalmente é possível ouvir a tampa chacoalhando e rangendo enquanto a lagosta tenta empurrá-la. Ou escutar as garras da criatura raspando o interior do tacho enquanto se debate. Em outras palavras, a lagosta apresenta um comportamento muito parecido com o que eu ou você apresentaríamos se fôssemos atirados em água fervente (com a óbvia exceção dos gritos)”.

Wallace prossegue: "Tente imaginar um Festival da Carne do Nebraska cujas festividades incluíssem caminhões estacionando e gado sendo descarregado por uma rampa para em seguida ser abatido diante do público no Maior Matadouro do Mundo ou coisa parecida – seria impossível."

"Sistema nervoso simples" — Segundo o texto do escritor americano, durante o festival do Maine o Conselho de Fomento à Lagosta, uma instituição local, distribuía um encarte que explicava, entre outras coisas, que as lagostas não sentem dor por terem um sistema nervoso muito simples.

O estudo publicado no Journal of Experimental Biology nesta quarta-feira não é o primeiro a demonstrar que os crustáceos sentem dor. Muitos estudos fazem coro com Wallace ao afirmar que boa parte do embasamento neurológico dessa afirmação é imprecisa.

Para os pesquisadores da área, um dos grandes problemas de definir se os animais sentem dor é saber primeiro o que é dor. Também é preciso saber se, além de sentir dor, esses animais têm consciência da dor. "Em termos de bem-estar animal, o que importa é a consciência da dor, porque se ele tem isso ele sofre, e se ele sofre a gente tem que tratá-lo de um jeito que evite qualquer tipo de sofrimento", afirma Gilson Volpato, especialista em bem-estar animal e professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu.

"Mas como saber que um animal não humano tem consciência da dor? Os estudos conseguem evidencias de que eles reagem de um jeito ou de outro, que foi o que o estudo de Elwood mostrou: algumas evidências que, para serem aceitas, requerem a aceitação da premissa de que esses animais devem estar sentido dor”, afirma ele.

Para Volpato, a dor nos animais é um importante sinalizador de que algo é ruim e deve ser evitado. "É difícil pensar em um organismo vivo que não sinta dor. Ele faria, sem perceber, coisas que iriam prejudicar a sua chance de sobrevivência", diz.

A ideia de que animais como crustáceos e outros invertebrados não sentem dor tem origem na grande diferença entre os humanos e esses animais. "É o problema de familiaridade", afirma Ashley Byrne, ativista do Peta (People for the Ethical Treatment of Animals. Em português, Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais). "Alguns animais são mais familiares para nós, como cachorros e gatos. Nós entendemos os sinais que eles dão quando sentem dor, a reação deles é mais parecida com a nossa. Mas animais marinhos frequentemente reagem de forma que não é familiar. Alguns peixes, por exemplo, mudam de cor.  Como crustáceos e peixes são menos parecidos com os seres humanos e outros mamíferos, as pessoas supõem coisas que não são baseadas na ciência.”

Apesar do debate científico sobre o assunto ainda não estar superado, estudos recentes apontam para a resposta positiva em relação à presença de dor. “No estado atual das pesquisas, faz mais sentido assumir que eles sentem dor do que o contrário. Darwin não provou a seleção natural, mas ele reuniu evidências suficientes para que as pessoas achassem que o discurso era fundamentado. As evidências são favoráveis a que os crustáceos sintam dor. Mesmo que algumas pessoas digam que eles não têm certas regiões do cérebro necessárias para sentir isso, estão falando em comparação com um modelo de mamíferos”, diz Volpato.

Ética de pesquisa – Não são apenas os cozinheiros que "não pensam na lagosta" (para inverter o título do ensaio de David Foster Wallace). Pesquisas científicas realizadas com essas espécies geralmente não precisam passar pela aprovação de uma comissão que avalia os cuidados com os animais.

A Diretriz Brasileira de Prática para o Cuidado e a Utilização de Animais para Fins Científicos e Didáticos (DBPA) e a Lei nº 11794, de 2008, que estabelece procedimentos para o uso científico de animais, considera como animal qualquer vertebrado vivo não humano, das espécies classificadas no filo Chordata, subfilo Vertebrata. “Isso significa que a legislação em vigor no Brasil não é relativa a animais invertebrados (como os caranguejos e insetos), mas apenas a espécies pertencentes aos grupos dos peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos”, afirma Marcelo Pinheiro, biólogo marinho da Unesp São Vicente.

Volpato, que realiza diversas pesquisas com peixes, explica que, apesar de ser aplicada a todos os vertebrados, a legislação é muito mais voltada para mamíferos. “É o mesmo que dizer que a legislação de diretos humanos só vale para pessoas que não são índias”, diz.

Para o pesquisador, a intensificação da luta pelos direitos dos animais, que ocorre desde a década de 90, apesar de ser positiva, gerou situações contraditórias. "Se eu vou fazer uma pesquisa com peixes, tenho que passar por uma comissão que vai avaliar cada procedimento ao qual o animal será submetido, mas se eu sou pescador, posso fazer os peixes sofrerem à vontade." Ele explica que mesmo pescarias nas quais os peixes são devolvidos ao mar depois de fisgados são prejudiciais, pois causam sofrimento aos animais apenas para o entretenimento.

"Quando se trabalha com produção animal você tem que entender que é necessário matar alguns animais para alimento. Mas a gente deve causar o mínimo de sofrimento possível. Só que existe sofrimento desnecessário", afirma.
 
   

Aumento do comércio ilegal de marfim ameaça futuro de elefantes

 
Três cadáveres de elefantes estão empilhados uns sobre os outros sob o escaldante sol queniano. Aterrorizados, os animais devem ter se agrupado, em vão, em busca de segurança. Uma trilha de sangue enegrecido traça seus últimos movimentos.

Em dezembro, nove elefantes foram mortos nas imediações do Tsavo National Park, no sudeste do Quênia. Neste início de ano, uma família de 12 animais foi morta a tiros na mesma área.

Em ambos os casos, as faces dos elefantes foram decepadas para que as presas fossem removidas. O resto foi deixado à mercê de larvas e moscas.

“Este é um número grande para um incidente”, disse Samuel Takore, do Kenya Wildlife Service (KWS) – serviço de proteção à vida selvagem no Quênia. “Não tivemos um incidente como esse em anos recentes, pelo menos não desde que eu comecei a trabalhar aqui.”

O comentário de Takore, que integra a equipe do KWS desde a década de 1980, parece confirmar um padrão mais amplo. Em toda a África, a caça ilegal de elefantes atingiu seu ponto mais alto dos últimos 20 anos.

As autoridades no Quênia estão adotando linha-dura para tentar combater a prática: guardas de proteção aos elefantes atiram nos caçadores para matar. Mas em outros países, como a Nigéria, a fiscalização é mínima – e o comércio de marfim prospera.

Retrocesso – Durante a década de 1980, mais de a metade da população africana de elefantes foi dizimada, em grande parte, por caçadores ilegais em busca de marfim.

No entanto, em janeiro de 1990, países em todo o mundo assinaram um acordo internacional proibindo o comércio de marfim.

Com a ajuda de uma campanha mundial de conscientização, a demanda global pelo produto diminuiu. Gradualmente, populações de elefantes começaram a crescer novamente. Nos últimos anos, no entanto, tem havido um retrocesso.

Culpa da China? – Calcula-se que cerca de 25 mil elefantes tenham sido mortos em 2011. Ainda não há números para 2012, mas os conservacionistas estão certos de que o índice será ainda mais alto.
Muitos estão responsabilizando a China.

“A China é o principal comprador de marfim no mundo”, disse Esmond Martin, pesquisador e conservacionista que passou décadas estudando a rota do comércio ilegal de marfim no mundo.

Ele retornou recentemente da cidade de Lagos, na Nigéria, onde fez uma contagem visual da quantidade de peças de marfim à venda.

O resultado foi chocante. Martin e sua equipe contaram mais de 14 mil objetos de marfim em um único local – o Lekki Market.

A última contagem, feita no mesmo mercado, em 2002, encontrou um total de 4 mil itens. Ou seja, a quantidade de itens de marfim à venda mais do que triplicou na última década.

E de acordo com as pesquisas de Martin, reveladas com exclusividade para a BBC, a Nigéria está no centro de um florescente comércio ilegal de marfim africano.

Em 2011, o governo nigeriano introduziu leis rigorosas para combater o comércio de marfim. Segundo as novas leis, é ilegal exibir produtos de marfim em vitrines ou prateleiras de lojas, anunciar, comprar ou vender marfim.
Apesar disso, disse Martin, Lagos é hoje o maior mercado varejo para marfim ilegal da África.

“Tem marfim vindo desde o leste da África, do Quênia até a Nigéria”, disse. “Os nigerianos estão exportando presas para a China. E países vizinhos exportam o marfim bruto (para a Nigéria).” “Então (a Nigéria) é um grande entreposto para tudo, para presas que chegam e saem, marfim lapidado que chega e sai ou marfim que é lapidado (na Nigéria).”

A BBC visitou o Lekki Market em Lagos. Munido de uma câmera oculta, um repórter da seção chinesa da BBC foi abordado imediatamente.

Falando chinês mandarim, um mercador nigeriano ofereceu ao repórter “xiang ya” (marfim). Havia pilhas de objetos feitos de marfim entalhado à venda. Entre eles, braceletes, pentes, colares de contas.

Outro mercador ofereceu duas presas inteiras, ao custo de cerca de US$ 400 por quilo. Quando o repórter perguntou quanto marfim bruto o mercador seria capaz de oferecer, o homem respondeu que poderia oferecer cem quilos ou mais.

O aumento da prosperidade na China, aliado à entrada de um grande número de trabalhadores e investidores chineses na África, fizeram o preço do marfim explodir.

Quênia – O Quênia é responsável por uma das mais eficientes operações anticaça ilegal de elefantes do continente africano.

Além do KWS (o serviço de proteção administrado pelo governo), comunidades e parques de conservação particulares também mantêm suas próprios guardas florestais.

Entre elas está o Northern Rangelands Trust. A organização possui uma unidade de resposta rápida com cerca de 12 homens armados que acampam nos cerrados espinhosos do norte do Quênia, acompanhando manadas de elefantes – e, na pista destas, os caçadores ilegais.

Essa unidade é, na prática, uma força paramilitar que atua com permissão do governo. Seu comandante, Jackson Loldikir, e seus homens vestem uniformes de camuflagem e são armados com rifles Kalashnikov.

É um trabalho perigoso. Durante uma patrulha acompanhada pela BBC, o grupo foi atacado por uma manada de elefantes nervosos.

Para evitar ser pisoteado, um dos guardas teve de soltar tiros para o alto.

Loldikir disse que prender os caçadores é perda de tempo. Os casos raramente chegam ao tribunal e, quando chegam, o caçador com frequência escapa com uma multa pequena.

Por causa disso, Loldikir e seus homens dizem ser obrigados a adotar medidas mais drásticas.

“Quando encontramos um caçador, simplesmente o matamos”, ele disse. “É a única forma de proteger os animais, simplesmente matar os caçadores”.

Ferimentos e mortes, em ambos os lados, não são raros.

“Em maio, ouvimos um tiro. Encontramos cinco caçadores. Eles tinham matado um elefante, então os matamos. Matamos um e confiscamos duas armas. E um dos nossos homens também foi ferido.”

Mas os caçadores parecem determinados. Conservacionistas no Quênia estão avisando que, se o ritmo de caça atual for mantido, elefantes podem desaparecer da natureza por completo, e em breve.

Alerta – “Se o preço continuar a subir e a matança continuar, dentro de 15 anos não haverá elefantes vivendo na natureza no norte do Quênia, tenho certeza”, disse Ian Craig, administrador do Northern Rangeland Trust.

“Onde quer que haja elefantes desprotegidos e armas, as pessoas vão matá-los. Eles simplesmente valem muito dinheiro.”

E o que se aplica ao Quênia também se aplica ao resto da África.

Em um continente onde armas são abundantes e a pobreza impera, as recompensas para os caçadores ilegais superam os riscos.
 
(Fonte: G1)
 
   

Alemanha: nus na neve pela defesa dos animais

 
Um grupo de ativistas mostrou esta quarta-feira a sua contestação ao uso de peles no vestuário.

Protesto contra o uso de peles no vestuário (EPA/JOERG CARSTENSEN )

A neve não assustou os ativistas que, nas Portas de Brandemburgo, em Berlim, na Alemanha, pousaram todos nus, tapados por um cartaz que dizia:«Prefiro andar nu do que usar peles».

O protesto coincide com a Semana da Moda de Berlim, que decorre até sexta-feira.
 
Protesto contra o uso de peles no vestuário (EPA/JOERG CARSTENSEN )
 
   

Declarados inconstitucionais, abates rituais estão proibidos na Polônia

 
Desde o início de 2013, a legislação polonesa proíbe o abate ritual de animais sem o atordoamento prévio. A medida afeta, entre outros, os abates “kosher” (judaico) e “halal” (muçulmano).

À primeira vista trata-se de preocupação com o bem-estar animal. Mas a decisão apenas atende a uma norma constitucional. Em novembro de 2012, ao analisar a questão dos abates rituais, o Tribunal Constitucional da Polônia concluiu que os regulamentos [do Ministério da Agricultura] que desde 2004 estabelecem as condições e métodos de abate animal são contrários às leis locais de proteção animal e à própria constituição polonesa. Daí a vigência das normas até, apenas, 31 de dezembro de 2012, quando foram declaradas inconstitucionais.

É verdade que, a partir de 1º de janeiro de 2013, entraram em vigor na União Europeia novas e mais amplas medidas visando à proteção e ao bem-estar animal, inclusive com restrições relativas ao abate. Mas os abates rituais continuam sendo permitidos, concedendo-se aos estados-membros permissão para a adoção de medidas mais rigorosas, como a adotada agora pela Polônia.

Frente a essa permissividade, nada impede que, a qualquer momento, a Polônia venha a modificar até sua constituição para possibilitar novamente o abate ritual. A indústria da carne local já se movimenta nesse sentido.

Ao analisar a proibição, técnicos do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) levantaram dados que apontam que as exportações polonesas de carnes provenientes de abates rituais obtêm receita anual entre US$375 e US$470 milhões. No âmbito da União Europeia são destinadas, principalmente, para Alemanha, França e Reino Unido. E, fora do bloco, para Turquia e Israel.

Como a proibição do abate ritual foi definida em meados de novembro, a indústria polonesa se preparou para a proibição vindoura e formou grandes estoques, suficientes para atender a demanda durante alguns meses de 2013. Agora espera que a proibição adotada seja revista com brevidade.

(Avisite) (Redação)
 
   

Santuários ecológicos protegem espécies ameaçadas no Caribe

 
A vida selvagem caribenha é defendida pelos parques nacionais, sempre abertos à visitação do turista - Foto: ShutterstockGrande parte das ilhas do Caribe tomou medidas radicais para proteger não só suas praias e recifes, como também os animais nativos. Tal atitude não desagrada os turistas, que, inclusive, encontram nesta região o privilégio de ver bem de perto diversas espécies da fauna vivendo livremente em seu habitat natural, livres das jaulas típicas de zoológicos.

Para que isso fosse possível, os caribenhos fundaram parques nacionais e reservas que são verdadeiros santuários naturais para diversas espécies. Os quase extintos papagaios imperiais e as tartarugas-de-couro, por exemplo, têm, nestas áreas, os caribenhos como aliados.

Protegendo a biodiversidade, as equipes desses refúgios orientam turistas sobre a importância das espécies e, em alguns casos, permitem até que os visitantes alimentem e interajam com os animais. Por essa razão, os amantes da natureza são frequentadores assíduos dos centros naturais.

Confira, a seguir, os cinco parques naturais e santuários ecológicos mais populares do Caribe.

Gran Parque Natural de Montemar
Na península de Zapata (Cuba), os amantes da biodiversidade podem observar à vontade a grande quantidade de flamingos que vive no Gran Parque Natural de Montemar. A zona de terras úmidas protege 171 espécies de aves, 31 de répteis e 12 de mamíferos. Caranguejos terrestres, manjuarí (peixe primitivo), crocodilos caimões e zuzuncitos (menor ave do mundo) estão presentes na lista.

Parque Nacional Lago Enriquillo e Isla Cabritos
O Lago Enriquillo, o maior da República Dominicana, localiza-se em uma depressão com bancos de lama salgada e águas de mangue. O local, que abriga a maior população caribenha de crododilos americanos e iguanas, faz parte do Parque Nacional Lago Enriquillo e Isla Cabritos, que é um refúgio seguro para as espécies.

Refúgio de Fragatas

As maiores colônias de fragatas do Caribe se concentram no Refúgio das Fragatas, em Barbuda. Moradoras da pequena lagoa Codrington Lagoon, as aves que fazem ninho na beira da água podem ser vistas de perto pelos visitantes, por meio de um serviço de embarcação oferecido pela equipe do santuário. O passeio dura, aproximadamente, 40 minutos e é uma das atrações turísticas mais procuradas da região.

Asa Wright Nature Centre
As espécies que vivem no Asa Wright Nature Centre, localizado na ilha deTrinidad, são das mais diversas: 97 mamíferos, 400 aves, 55 répteis, 25 anfíbios e muitas borboletas habitam a grande floresta tropical, que possui um terraço confortável de onde os visitantes podem observar os animais. Com cerca de 13 tipos de beija-flores, o centro natural também oferece trilhas, passeios com guias especializados e ainda palestras de incentivo à preservação da fauna e da flora.

Barbados Wildlife Reserve
Na ilhota de Barbados, a reserva Barbados Wildlife Reserve abriga uma grande variedade de espécies endêmicas, exóticas e ameaçadas de extinção. O macaco verde, o veado-mateiro, a cutia e o crocodilo caimão são a alguns dos nativos mais populares do lugar. Papagaios raros também marcam presença na região verde, que é famosa por permitir que os visitantes interajam livremente com praticamente todas as espécies de bichos.
   

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