Sábado, Maio 18, 2013
Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal
   
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My World - Pesquisa Global das Nações Unidas por um Mundo Melhor

Internacionais

 
 

Pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas - ONU, pela internet, em parceria com organismos de todo o mundo vai levantar as principais preocupações dos habitantes do planeta com o futuro, com vistas a um mundo melhor. A ideia é levar os resultados da pesquisa aos líderes globais e fazer dela a base para a definição da agenda global de desenvolvimento pós 2015.

Assista ao Repórter Brasil, com todos os detalhes desta ação da ONU: http://bit.ly/14DMT94

A votação ocorre pelo site http://www.myworld2015.org e qualquer pessoa pode, e deve participar.

São colocados 16 itens para que a pessoa escolha os seis que considera os mais importantes. Porém, cada participante pode também escolher um tema que não esteja na lista sugerida pela ONU. Basta apenas inserir, por exemplo:  proteção e bem-estar dos animais em todo o planeta.

Em setembro, os primeiros resultados da pesquisa serão apresentados na Assembléia Geral das Nações Unidas. A votação My World vai até 2015, quando as informações serão reunidas e levadas à ONU, para serem definidos os novos objetivos para o milênio. Cerca de 300 mil pessoas já participaram (a maioria brasileiros!).

Compartilhe essa ideia com seus  amigos. Vamos levar o respeito aos animais a todo o mundo através da ONU !

 

Hector é o herói do momento no país onde os bombeiros recebem máscaras de oxigénio para animais

Internacionais

AUTOR: JOÃO MIGUEL RIBEIRO

Hector salvou quatro crianças de um incêndio, ladrando até as acordar e guiando-as para fora da casa em chamas. O salvamento ocorreu nos EUA, país que hoje está nas notícias porque a corporação de bombeiros de San Diego recebeu máscaras de oxigénio concebidas para animais.

Cão que ladra não morde: está a avisar que há fogo! Em Niles, localidade no estado do Michigan (EUA), foi o pitbull Hector quem salvou a vida de quatro crianças, que dormiam enquanto a casa estava em chamas.

Megan Shell acordou sobressaltada, porque Hector não costuma fazer barulho durante a noite. “Apercebemo-nos que algo estava a acontecer, ele nunca late durante a noite”, contou a dona. O pitbull saiu de casa e Megan, acompanhada pelo marido, foi encontrar Hector na casa do vizinho, que estava a arder: “de repente, ao virarmos a esquina, vimos o fumo que saía da casa ao lado”.

Os bombeiros foram chamados de imediato, mas o pitbull ficou a ladrar, insistentemente, na residência em chamas. Só se calou quando quatro crianças saíram da casa, ainda estremunhadas por terem acordado de repente. Megan Shell gritou aos garotos para se agarrarem à coleira do cão e este guiou-as para a residência do casal.

“Eu nunca o havia visto comportar-se desta maneira. Ele estava numa missão. Não estava a tentar agredir ninguém, estava a ajudar a salvar vidas”, contou a dona.

Máscaras para animais


O incêndio ocorreu no mesmo dia em que Fundação Emma Zen distribuiu 60 máscaras de oxigénio à corporação de bombeiros de San Diego, no estado da Califórnia. A diferença é que este kit foi concebido especificamente para ajudar os animais a respirar. Os equipamentos são desenhados para caber em vários tamanhos e feitios de focinho.

Os ‘soldados da paz’ de San Diego experimentaram as máscaras com um pequeno porco, agradecendo a dádiva da Fundação Emma Zen. Esta organização não-governamental desenvolve atividades na área da segurança dos animais, tendo como uma das missões a aquisição de máscaras de oxigénio próprias para animais domésticos, que são doadas às corporações de bombeiros.
   

Artista plástico estimula arte em defesa dos animais do Pantanal

Nacionais

 
A arte como instrumento de conscientização da importância de preservar os animais do Pantanal. Essa foi a estratégia escolhida pelo artista plástico mato-grossense, Victor Hugo, ao decidir produzir um livro e um caderno para colorir sobre os animais do Pantanal, como a onça pintada, a arara-azul e o tatu-bola, que o mascote da Copa do Mundo de 2014.

Patrocinado pelo Governo de Mato Grosso, o material foi distribuído nesta segunda-feira (29.04) em Lima, capital do Peru, onde Cuiabá foi a anfitriã do Goal To Brasil, evento promovido pelo Governo Federal para destacar as 12 cidades-sede do Mundial como destino turístico do mercado internacional. Os livros e cadernos, produzidos em inglês e espanhol, também foram entregues a 250 alunos de uma escola peruana na qual a Embaixada brasileira desenvolve um projeto que possibilita o aprendizado da língua portuguesa.

De acordo com Victor Hugo, cada um dos 15 animais citados no livro foram concebidos por meio da técnica do óleo sobre tela para depois serem reproduzidos na publicação. Já as ilustrações do caderno para colorir foram desenhadas à mão pelo artista.

“O tatu-bola é um mamífero da família dos tatus. Ele tem pés pequenos, é de cerca de 30 centímetros de comprimento, tem três cintas móveis e tatus são os únicos capazes de dobrar-se completamente dentro de sua concha, formando uma espécie de bola, gerando daí o seu nome. Tal espécie possui apenas quatro dedos em cada pata anterior”, explica Victor Hugo no livro.

Um dos animais que também chamam a atenção é o tuiuiú, ave-símbolo do Pantanal. Podendo atingir de 1,60 m de altura e 2,80 m de ponta a ponta das asas, o tuiuiú se alimenta de peixes, insetos, caramujos, pequenos mamíferos e aves.

O ARTISTA

Natural de Itiquira (MT), Victor Hugo começou a sua carreira em 1968 pintando cartazes em cinemas de Cuiabá. Conhecido internacionalmente, ele já retratou várias personalidades, como o Papa João Paulo II, o jornalista Roberto Marinho, o ex-presidente Lula, Papa Bento XVI e imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Ilustrou cinco livros sobre educação ambiental, escritos pelo prof. Arnaldo Niskier (ABL): “Uma aventura no Pantanal – 1991”; “Chapada, um mistério de outro mundo – 1992”; “liberdade para as araras azuis – 1993”; “Bafafá no reino dourado – 2002”; e “Uma aventura no Pantanal - 2003”, que foi editado em japonês pela Universidade de Kyoto.

Victor Hugo também realizou várias exposições no Brasil e exterior. Atualmente trabalha com o Projeto Fauna Mataviva – a arte em defesa dos animais do Pantanal, Amazônia e Cerrado, com exposições a céu aberto nos parques da cidade.
 
   

'Ponta Negra é rota de visitação de jacarés', diz biólogo em Manaus

Nacionais

 
Domingo (28), três jacarés foram vistos próximos à praia; um foi capturado.
Biólogo diz que répteis podem ser de locais como o arquipélago Anavilhanas.

Adneison Severiano - Do G1 AM
Jacaré capturado pelo Corpo de Bombeiros em Manaus (Foto: Divulgação)
Jacaré capturado pelo Corpo de Bombeiros em Manaus (Foto: Divulgação)

A captura de um jacaré com mais de três metros de comprimento e o surgimento de outros dois répteis assustou os frequentadores da Praia da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, no fim da manhã do último domingo. Porém, segundo o especialista da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ronis da Silveira, o balneário é rota de visitação desses animais e que, a cada dois a três anos, é comum o aparecimento de jacarés de grande porte no trecho do Rio Negro.

O biólogo informou que os animais podem ter vindo dos Rios Tarumã-Mirim e Tarumã-Açu (afluentes do Rio Negro). No entanto, ainda existe a possibilidade dos répteis terem nadado cerca de 100 km do arquipélago de Anavilhanas até Manaus. “A Ponta Negra é um trecho de visitação dos jacarés, então não é incomum serem vistos no local. A novidade foi essa quantidade de três jacarés se aproximando em uma única ocasião. Porém, eles aparecem na Ponta Negra com frequência. Os jacarés vão baixando pelo rio, mas depois retornam ao lugar de origem, geralmente pelo mesmo caminho Esse é o comportamento natural do bicho”, explicou Silveira.

Embora não considere o descarte de alimentos nas águas como principal fator que atraiu os animais, o especialista não descarta a hipótese dentre as prováveis influências. Já a presença de banhistas nas águas do trecho do Rio Negro também não é apontada pelo biólogo como um dos fatores.  “A Ponta Negra sempre sofreu com descarte de comida e sujeira, mas não creio que seja o motivo principal. Esses animais são complexos e a explicação do comportamento deles não é algo tão óbvio ou simples. O fato de ter pessoas no local também não foi o que atraiu os jacarés, porque as pessoas afastam os animais e não atraem”, esclareceu Ronis da Silveira.

Três jacarés foram vistos na Praia da Ponta Negra em Manaus no último domingo (28) (Foto: Reprodução/Amazon Sat)
Após capturar o jacaré com três metros e vinte centímetros, o Corpo de Bombeiros voltou na manhã desta segunda-feira (29), a fazer buscas nas águas do Rio Negro, na Praia da Ponta Negra. O tenente Marco Antônio Gama, do Corpo de Bombeiros, informou que as equipes continuarão monitorando o local para verificar se os outros dois jacarés aparecem.

“É comum eles aparecerem longe das margens nesse período do ano, na época da cheia do Rio Negro, mas não se aproximavam tanto da praia. Provavelmente eles vieram do Rio Tarumã-Açu”, revelou o tenente.

Captura

O jacaré capturado apareceu na área infantil da Praia da Ponta Negra, parte mais rasa do local. O Corpo de Bombeiros conseguiu capturar um dos três jacarés que rondavam a praia, depois várias tentativas feitas pelas equipes da corporação. O animal foi levado para o Refúgio Sauim Castanheiras.

Segundo o tenente Gama, o trabalho de captura do animal dependeu da paciência e persistência da corporação. "O jacaré passava por baixo da malhadeira utilizada para a captura. Esperamos bastante para pegar o animal que só ficava fora da água quando parava para respirar", disse o tenente.

Interdição

Devido ao aparecimento dos jacarés, a praia da Ponta Negra foi interditada na tarde deste domingo. A proibição de banhistas na água foi mantida mesmo após a captura de um dos três jacarés que rondavam o local. O tenente Gama informou ao G1 que vai solicitar um estudo ambiental para que as presenças dos animais na praia sejam esclarecidas.

Conforme Mafran Evangelista, coordenador e presidente da Comissão da Ponta Negra, a interdição depende dos bombeiros que planejam a proibição de banhistas na praia até que os estudos técnicos ambientais sejam realizados. "Aparecem botos e cobras d´água, mas jacarés tão perto das pessoas nunca tinha acontecido antes. A gente não pode deixar a população em risco", afirmou Evangelista.
 

   

Câmara Municipal aprova a criação de hospital público veterinário em Salvador

Nacionais

 
Foto: Divulgação

O projeto para a criação de um hospital público veterinário em Salvador foi aprovado na quarta-feira (24/4), pela Câmara Municipal de Vereadores.

A aprovação foi motivo de comemoração para a vereadora Ana Rita Tavares (PV), autora do projeto de indicação nº 03/13, e para todos os militantes da causa animal na capital baiana.

Outros dois projetos de indicação da vereadora também foram aprovados, o de número 96/13, para a criação da Secretaria Especial de Atenção aos Animais (SEDA) e o de número 141/13, que indica ao governador do Estado a criação da Delegacia Especial de Atenção aos Animais.

“Hoje realmente é um dia de muita alegria e quero dedicar minha fala às ONGs de proteção animal e a todas as pessoas dedicadas a essa causa, especialmente às protetoras Carmine Linhares e Lycia Alves, precursoras há mais de 30 anos na defesa dos animais”, disse Ana Rita na sessão plenária.

A vereadora defende a criação do hospital público veterinário aproveitando a estrutura do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), localizado no bairro do Trobogy, o que reduz o custo de implantação da unidade.

“Temos unidades públicas de saúde para nós, mas nenhuma assistência do Estado para esses seres indefesos que precisam muito de ajuda” justifica.

Sonho concretizado


Ruth Nunes, fundadora e ex-presidente da União de Proteção Animal de Salvador (Upas), reafirma que a aprovação do projeto de criação do hospital público veterinário em Salvador é a concretização de um sonho.

“É uma vitória ver essas iniciativas sendo aprovadas porque nossa luta é muito árdua, sem falar nos custos que temos ao levar para atendimento em clínicas particulares os animais violentados na rua, ao abrigá-los num lar temporário ou depois cuidar deles até dentro de nossa casa, sem falar em nosso emocional que fica totalmente abalado. Não tenho palavras para falar sobre esse momento e fico até emocionada”, diz Ruth.
 
   

Atentados contra fauna e flora podem acabar com a vida no planeta, diz Nações Unidas

Internacionais

Autor: Harry Usseglio
ONU exigiu punições mais severas contra delitos à fauna e à flora

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora (CITES) propuseram na terça-feira que os governos sejam mais drásticos em punir os crimes contra a fauna e a flora, já que isto viola a vida em nosso planeta.

Num recente relatório do UNODC sobre o crime organizado na Ásia foi revelado que o comércio ilegal de animais silvestres cresceu a 2,5 bilhões de dólares por ano e produtos de madeira totalizam 17 bilhões, informou a ONU.

“Com leis inadequadas, penalidades leves e falta de coordenação das autoridades, facilita-se o trabalho dos traficantes”, disse Yuri Fedotov, diretor-executivo do UNODC, na Convenção da Comissão sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, realizada em Viena.

 Um macaco repousa num galho (Justin Sullivan/Getty Images)
Um macaco repousa num galho (Justin Sullivan/Getty Images)

“É necessário implementar sanções de quatro ou mais anos de prisão nas legislações nacionais”, disse Fedotov, segundo a ONU.

A destruição do próprio solo viola a própria alimentação humana. A maioria de nossos alimentos vem daí, assim como matérias-primas para nosso abrigo, proteção e conforto. O desmatamento e o cultivo inadequado violam nossos solos.

De acordo com relatórios acadêmicos, após uma queimada, bactérias e fungos desaparecem, em seguida, os minerais, previamente misturados no solo, são perdidos quando expostos a chuvas e ventos, desaparecendo do solo e deixando-o empobrecido.

Por sua vez, uma terra sem árvores deixa o solo desprotegido contra intempéries, exposto a chuvas e ventos, produzindo erosão e levando a infertilidade do solo. A exploração excessiva dos recursos não renováveis, como petróleo, carvão e calcário, contribuem para isso.

As plantas protegem a vida. Eles combinam elementos como água, ar, matéria orgânica, sais minerais e luz e transformam-nos em frutas, sementes, folhas e madeira, além de purificar o ar que respiramos e nutrir a terra em que se enraízam.

Ao destruir o ambiente natural onde os animais vivem, nós os forçamos a emigrarem, mas se eles não conseguem ambientes apropriados, o que ocorre muitas vezes, eles morrem.

A caça e a pesca indiscriminadas também têm contribuído para a extinção massiva de espécies animais e vegetais que são interdependentes na composição do ecossistema.

A degradação excessiva da terra não permite que ela possa se recuperar e tudo isso cria um grave impacto ambiental, dando origem a desertos áridos, oceanos ácidos e a ausência de vida.

Um jovem tigre na África do Sul (Justin Sullivan/Getty Images)
Um jovem tigre na África do Sul (Justin Sullivan/Getty Images)
 
   

Ecologistas pedem proibição da caça de tubarões no Pacífico Sul

Internacionais

 
Austrália -  A Aliança de Recifes de Coral pediu a todos os países do Pacífico Sul que sigam o exemplo de Nova Caledônia e proíbam a caça de tubarões para salvá-los da extinção. O representante de Aliança em Fiji, Arthur Sokimi, disse à "Rádio Austrália" que os Governos do Pacífico cumprem uma função crucial na proteção dos tubarões, já que em suas "águas distantes" é onde se produz a maior parte da caça destes animais. "Se a proteção dos tubarões no Pacífico aumentar, será melhor para sua população", enfatizou Sokimi.

Segundo a Organização da ONU para a Agricultura (FAO), cerca de 100 milhões de tubarões morrem por ação do homem, que principalmente lhes amputa as barbatanas para a fabricação de sopas na China e outros países asiáticos.

O ecologista ressaltou a importância da decisão de Nova Caledônia, uma dependência francesa com um status especial que anunciou na semana passada a proibição da caça de tubarões, uma medida que já está vigente na Polinésia francesa, Palau, Ilhas Cook e Samoa americana. Dezenas de espécies de tubarões estão atualmente em perigo de desaparecer do planeta, onde já se arrasou com 90% de sua população nos últimos cem anos.

As informações são da Agência Brasil
   

Audiência pública discute a realização de rodeios em Itapetininga, SP

Nacionais

 
Projeto de lei pede a proibição de competições na cidade.
Grupos de apoiadores e de contrários ao projeto participaram da audiência.

Do G1 Itapetininga e Região
 
Uma audiência pública foi realizada em Itapetininga (SP) para discutir um projeto de lei que pede a proibição da realização de rodeios na cidade. A discussão ocorreu nesta quinta-feira (25) na Câmara de Vereadores da cidade.

O projeto de lei é de autoria do vereador Mauri de Jesus Morais. Segundo ele, além de proibir os rodeios, se aprovada a lei ainda abrange eventos simulares como farra do boi e vaquejadas.

O público lotou o plenário. Entre eles estavam apoiadores do projeto, além de grupos contrários à proibição dos eventos. Durante duas horas e meia, o assunto foi discutido entre profissionais da área de medicina veterinária e confederação nacional de rodeios.

Além dos vereadores da cidade, a audiência contou também com a participação de vereadores e representantes de instituições. O promotor de justiça Carlos Henrique Prestes Camargo foi um dos convidados e destacou que há 20 anos não são realizadas provas de rodeio na cidade de São Paulo e em Guarulhos (SP). Ele ainda esclarece que diversos municípios do interior já adotaram leis de proibição para esse tipo de evento como Sorocaba, Jundiaí, Campinas (SP). “É importante que a Câmara ao discutir esse projeto de lei ouça os dois lados. Assim, os vereadores poderão entender o que são os rodeios”, diz.

Outro convidado na audiência foi Leandro Baldissera, o pentacampeão de rodeio de Barretos (SP) e competidor de provas em países como Canadá, Estados Unidos e África. Ele falou sobre a experiência que tem em rodeios e da participação na audiência. “Acho que foi bom. Os vereadores entenderam que é um rodeio. Também os convidei para irem ao meu rancho para conhecerem os cavalos que crio para rodeio, além de convidá-los para irem a um rodeio para ver o tratamento que é dado aos animais”, afirma.

A técnica em clínica veterinária, Eliane Bazoli está ligada a uma organização contrária a exploração de animais em rodeios. Para ela, a audiência pôde esclarecer as dúvidas sobre o assunto. “Eu acho que ficou se o rodeio maltrata ou não maltrata o animal. Acho que deu para esclarecer e todo mundo pôde expor o seu lado”, comenta.

O projeto de lei deve ser discutido e votado na próxima sessão que está marcada para a segunda-feira (29).
 
   

Grupo protesta contra uso de pele animal na França

Internacionais

 
Com os dizeres “melhor nudez do que crueldade”, os ativistas pretendem chamar a atenção aos maus tratos contra animais


Valery Hache/AFP
Valery Hache/AFP

O grupo francês CAFT (Coligação para Abolir o Comércio de Pele) tirou a roupa como forma de protesto contra a criação de animais para o uso de peles em roupas e artefatos em Nice, no sudeste da França, neste sábado.
 
Com os dizeres “melhor nudez do que crueldade” e “pele nua, não sem pele”, os ativistas pretendiam chamar a atenção aos maus tratos contra animais.
 
A CAFT começou nos EUA na década de 1990, quando fazendas de peles foram invadidas com bastante regularidade.
 
A entidade tem vários ramos ao redor do mundo. Em outubro de 2008, a CAFT realizou uma campanha contra as lojas de departamento Harrods, com sede em Londres, que vendia roupas de pele real.
 
   

Pinguins de Humboldt ameaçados de extinção no Chile e Peru

Internacionais

 
Os pinguins de Humboldt não superam os 50 mil exemplares em Chile e Peru
 
Dezenas de pinguins de Humboldt, uma espécie ameaçada e que só se aninha no Chile e no Peru, tomam sol na ilhota Pájaro Niño, na costa central chilena: antes eram milhares, mas a atividade humana, o fenômeno El Niño e os ratos ameaçam sua sobrevivência.

De todos os pinguins no Chile, os de Humboldt são a espécie que habita mais ao norte do país, onde estão suas maiores colônias. No Peru é possível encontrar estes pinguins, os únicos no país, nas ilhotas de Callao e na Reserva Nacional de Paracas.

Na ilhota Pájaro Niño, no balneário de Algarrobo, 120 km a oeste de Santiago, alguma vez chegaram a ser cerca de 2.000. Hoje só restam 500.

"Antes estava tudo repleto de pinguins e de pássaros, mas com o tempo começaram a diminuir", contou à AFP Rubén Rojas, um pescador da região, enquanto destaca a pequena ilhota de forma ovoide, de 200 metros de diâmetro e 40 metros de altura.

Pájaro Niño foi declarada Santuário da Natureza em 1978, na mesma data em que foi unido ao continente por meio de uma espécie de braço de cimento que cobre os cerca de 150 metros que o separam da terra firme. Tecnicamente é hoje uma península.

Os trabalhos foram feitos para dar lugar à Confraria Náutica do Pacífico Austral, clube exclusivo de iates de magnatas chilenos. Mas para os habitantes de Algarrobo isso foi o início do detrimento paulatino da flora e da fauna da ilhota.

No último verão (austral), as crenças dos povoadores se viram confirmadas com a difusão de um vídeo que mostrou trabalhadores da Confraria quebrando os ovos dos pinguins para evitar que continuem se reproduzindo.

"Se exterminarem tudo, se acaba toda a sujeira (lixo) que faz com que a ilha fique hedionda", reflete o pescador Rubén Rojas, sobre as razões por trás da matança.

A Confraria Náutica negou as acusações e se comprometeu a impulsionar iniciativas para proteger os pinguins. A justiça chilena investiga as denúncias, enquanto a comunidade de Algarrobo se mobiliza para proteger a espécie através das redes sociais.

No Chile os pinguins de Humboldt estão na categoria de conservação "vulnerável", enquanto no Peru estão sob o rótulo de "perigo de extinção".

"Uma multiplicidade de fatores ameaça uma espécie que está extremamente diminuída com relação ao que alguma vez existiu", afirmou à AFP Alejandro Simeone, diretor do Departamento de Ecologia e Biodiversidade da Universidade Andrés Bello.

Atualmente, os pinguins de Humboldt não superam os 50.000 exemplares em Chile e Peru. O fenômeno climático El Niño e a ação de predadores, em cujas redes se emaranham centenas de pinguins a cada ano, são as principais ameaças da espécie.

A corrente de Humboldt, da qual a espécie ganhou o nome, é profunda, de águas frias e está carregada de nutrientes, mas de tempos em tempos recebe água quente, o que altera a alimentação dos pinguins.

"Quando ocorre um evento El Niño, o que acontece é que as águas equatoriais superficiais entram na costa chilena, fazendo com que a corrente de Humboldt baixe em profundidade, ficando a corrente mais quente em cima e fazendo com que a distribuição de alimentos fique mais longe dos pinguins e não ao seu alcance", explicou à AFP Guillermo Cubillos, chefe da Seção de Manejo e Bem-estar Animal do Zoológico Nacional de Santiago.

Isto faz com que os pinguins demorem mais em encontrar alimento, fundamentalmente anchoveta. Se o fenômeno ocorre na época de reprodução, muitos ovos ou filhotes morrem de frio e fome, porque seus pais demoram ou inclusive não retornam com alimento.

"Mas as aves estão acostumadas a este tipo de choque. No ano seguinte a espécie se recupera. O que está acontecendo hoje é que a pesca está removendo uma quantidade importante de peixes e não alcançam a se recuperar. As coisas se amontoam", disse Simeone.

E quando os ovos não perecem, são comidos por ratos.

Embora os roedores estejam presentes em várias ilhas habitadas por pinguins, em Pájaro Niño o aterro que uniu a ilha à terra firme agravou o problema, ao permitir a estes animais acesso para entrar e sair.

Um estudo feito em 2012 por Simeone demonstrou uma taxa altíssima de depredação por parte dos ratos: "Quase 50% dos ovos desaparecia nas primeiras 12 horas", explicou.

Um programa de reprodução assistida, impulsionada desde 2009 pelo Zoológico Nacional de Santiago já conseguiu reproduzir seis pinguins em cativeiro, uma esperança para esta espécie.

"O programa consiste em resgatar ovos que são abandonados pelos pais em estado silvestre em colônias naturais. Quando são abandonados, os ovos são resgatados dos ninhos e introduzidos em incubadoras até ficarem maduros", explicou Cubillos.

"O importante é que o zoológico está adquirindo uma técnica muito valiosa de conservação 'ex situ'. Se estas aves desaparecerem, eles vão manejar a técnica de como reproduzir a espécie em cativeiro. Isto é como um seguro de vida para a espécie", afirmou Simeone.

AFP


   

Animal terrestre mais rápido do mundo pode desaparecer

Internacionais

 
O guepardo, que pode alcançar os 120 km/h, está em perigo particularmente porque é o único grande felino com dificuldades para se adaptar à vida em parque natural protegido

 Hoje restam apenas 10.000 guepardos em liberdade na África e uma centena no Irã
Hoje restam apenas 10.000 guepardos em liberdade na África e uma centena no Irã

Johannesburgo - O guepardo, animal terrestre mais rápido do mundo, sobreviveu às transformações do planeta durante quatro milhões de anos, mas em poucas décadas o homem o fez entrar na lista de espécies ameaçadas de extinção, ao reduzir seu espaço vital.

Este caçador, que pode alcançar os 120 km/h, está em perigo de desaparecer particularmente porque é o único grande felino com dificuldades para se adaptar à vida em um parque natural protegido, onde sofre com a concorrência de outros predadores.

No começo do século XX, a população mundial de guepardos era de 100.000 indivíduos, distribuídos entre África, Oriente Médio, Irã e vários países asiáticos.

Hoje restam apenas 10.000 em liberdade na África e uma centena no Irã.


"O principal obstáculo para a sobrevivência da espécie na natureza é a redução e a fragmentação de seu habitat, assim como os conflitos com o homem", explicou à AFP a doutora Laurie Marker, do CCF (Fundo de Proteção do Guepardo, na sigla em inglês) com sede na Namíbia, país africano que deu maior proteção ao animal.

Se não for tomada uma medida, os especialistas calculam que em 2030 o guepardo selvagem terá desaparecido.

Ao contrário de outras espécies ameaçadas, como elefantes e rinocerontes, o guepardo não é ameaçado por caçadores ilegais, mas está menos preparado para viver em um mundo onde os territórios selvagens diminuem ano após ano.

Como é o mais frágil dos predadores, ele perde sistematicamente os confrontos com leões ou leopardos, mais pesados e fortes. Na melhor das hipóteses, os outros felinos roubam sua presa antes que ele possa comê-la.

Com isso, este especialista em 'sprint', pesando cerca de 50 quilos, precisa de grandes espaços abertos com uma reduzida população de outros carnívoros.

Estima-se que na África 90% dos guepardos vivam fora das áreas naturais administradas pelo homem, o que os deixa à mercê de tiros dos fazendeiros, que usam armas de fogo para defender seu gado.

Outra desvantagem é a consaguinidade natural da espécie. Os cientistas acreditam que na última era glacial, há 10.000 anos, a população de guepardos foi reduzida a um punhado de indivíduos. A reprodução com parentes próximos levou a uma fertilidade muito frágil.

Em termos imediatos, a criação do animal permite preservar o patrimônio genético. Criadores particulares, especialmente na África do Sul, trocam animais e mantêm a população com boa saúde.

Pioneiro na reprodução em cativeiro, o centro Ann van Dyck, na região de Johannesburgo, conseguiu 800 nascimentos desde os anos 1970.

Mas para o futuro do felino, "nossas pesquisas e experiências demonstraram que os guepardos que não viveram ao menos 18 meses com sua mãe em um hábitat natural, têm muitas dificuldades para voltar à vida selvagem", destaca Marker.

Apesar de tudo, alguns criadores são otimistas. "Esperamos soltar em breve três guepardos em um ambiente totalmente selvagem com um mínimo de intervenção humana", destaca Damien Vergnaud, proprietário de uma reserva de 10.000 hectares na região da Cidade do Cabo.

Nesse espaço, os guepardos encontrarão suas presas, mas sem serem ameaçados por nenhum outro predador: um primeiro passo para seu retorno à natureza.
 
   

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