Domingo, Maio 26, 2013
Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal
   
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Notícias

Aumento do comércio ilegal de marfim ameaça futuro de elefantes

Internacionais

 
Três cadáveres de elefantes estão empilhados uns sobre os outros sob o escaldante sol queniano. Aterrorizados, os animais devem ter se agrupado, em vão, em busca de segurança. Uma trilha de sangue enegrecido traça seus últimos movimentos.

Em dezembro, nove elefantes foram mortos nas imediações do Tsavo National Park, no sudeste do Quênia. Neste início de ano, uma família de 12 animais foi morta a tiros na mesma área.

Em ambos os casos, as faces dos elefantes foram decepadas para que as presas fossem removidas. O resto foi deixado à mercê de larvas e moscas.

“Este é um número grande para um incidente”, disse Samuel Takore, do Kenya Wildlife Service (KWS) – serviço de proteção à vida selvagem no Quênia. “Não tivemos um incidente como esse em anos recentes, pelo menos não desde que eu comecei a trabalhar aqui.”

O comentário de Takore, que integra a equipe do KWS desde a década de 1980, parece confirmar um padrão mais amplo. Em toda a África, a caça ilegal de elefantes atingiu seu ponto mais alto dos últimos 20 anos.

As autoridades no Quênia estão adotando linha-dura para tentar combater a prática: guardas de proteção aos elefantes atiram nos caçadores para matar. Mas em outros países, como a Nigéria, a fiscalização é mínima – e o comércio de marfim prospera.

Retrocesso – Durante a década de 1980, mais de a metade da população africana de elefantes foi dizimada, em grande parte, por caçadores ilegais em busca de marfim.

No entanto, em janeiro de 1990, países em todo o mundo assinaram um acordo internacional proibindo o comércio de marfim.

Com a ajuda de uma campanha mundial de conscientização, a demanda global pelo produto diminuiu. Gradualmente, populações de elefantes começaram a crescer novamente. Nos últimos anos, no entanto, tem havido um retrocesso.

Culpa da China? – Calcula-se que cerca de 25 mil elefantes tenham sido mortos em 2011. Ainda não há números para 2012, mas os conservacionistas estão certos de que o índice será ainda mais alto.
Muitos estão responsabilizando a China.

“A China é o principal comprador de marfim no mundo”, disse Esmond Martin, pesquisador e conservacionista que passou décadas estudando a rota do comércio ilegal de marfim no mundo.

Ele retornou recentemente da cidade de Lagos, na Nigéria, onde fez uma contagem visual da quantidade de peças de marfim à venda.

O resultado foi chocante. Martin e sua equipe contaram mais de 14 mil objetos de marfim em um único local – o Lekki Market.

A última contagem, feita no mesmo mercado, em 2002, encontrou um total de 4 mil itens. Ou seja, a quantidade de itens de marfim à venda mais do que triplicou na última década.

E de acordo com as pesquisas de Martin, reveladas com exclusividade para a BBC, a Nigéria está no centro de um florescente comércio ilegal de marfim africano.

Em 2011, o governo nigeriano introduziu leis rigorosas para combater o comércio de marfim. Segundo as novas leis, é ilegal exibir produtos de marfim em vitrines ou prateleiras de lojas, anunciar, comprar ou vender marfim.
Apesar disso, disse Martin, Lagos é hoje o maior mercado varejo para marfim ilegal da África.

“Tem marfim vindo desde o leste da África, do Quênia até a Nigéria”, disse. “Os nigerianos estão exportando presas para a China. E países vizinhos exportam o marfim bruto (para a Nigéria).” “Então (a Nigéria) é um grande entreposto para tudo, para presas que chegam e saem, marfim lapidado que chega e sai ou marfim que é lapidado (na Nigéria).”

A BBC visitou o Lekki Market em Lagos. Munido de uma câmera oculta, um repórter da seção chinesa da BBC foi abordado imediatamente.

Falando chinês mandarim, um mercador nigeriano ofereceu ao repórter “xiang ya” (marfim). Havia pilhas de objetos feitos de marfim entalhado à venda. Entre eles, braceletes, pentes, colares de contas.

Outro mercador ofereceu duas presas inteiras, ao custo de cerca de US$ 400 por quilo. Quando o repórter perguntou quanto marfim bruto o mercador seria capaz de oferecer, o homem respondeu que poderia oferecer cem quilos ou mais.

O aumento da prosperidade na China, aliado à entrada de um grande número de trabalhadores e investidores chineses na África, fizeram o preço do marfim explodir.

Quênia – O Quênia é responsável por uma das mais eficientes operações anticaça ilegal de elefantes do continente africano.

Além do KWS (o serviço de proteção administrado pelo governo), comunidades e parques de conservação particulares também mantêm suas próprios guardas florestais.

Entre elas está o Northern Rangelands Trust. A organização possui uma unidade de resposta rápida com cerca de 12 homens armados que acampam nos cerrados espinhosos do norte do Quênia, acompanhando manadas de elefantes – e, na pista destas, os caçadores ilegais.

Essa unidade é, na prática, uma força paramilitar que atua com permissão do governo. Seu comandante, Jackson Loldikir, e seus homens vestem uniformes de camuflagem e são armados com rifles Kalashnikov.

É um trabalho perigoso. Durante uma patrulha acompanhada pela BBC, o grupo foi atacado por uma manada de elefantes nervosos.

Para evitar ser pisoteado, um dos guardas teve de soltar tiros para o alto.

Loldikir disse que prender os caçadores é perda de tempo. Os casos raramente chegam ao tribunal e, quando chegam, o caçador com frequência escapa com uma multa pequena.

Por causa disso, Loldikir e seus homens dizem ser obrigados a adotar medidas mais drásticas.

“Quando encontramos um caçador, simplesmente o matamos”, ele disse. “É a única forma de proteger os animais, simplesmente matar os caçadores”.

Ferimentos e mortes, em ambos os lados, não são raros.

“Em maio, ouvimos um tiro. Encontramos cinco caçadores. Eles tinham matado um elefante, então os matamos. Matamos um e confiscamos duas armas. E um dos nossos homens também foi ferido.”

Mas os caçadores parecem determinados. Conservacionistas no Quênia estão avisando que, se o ritmo de caça atual for mantido, elefantes podem desaparecer da natureza por completo, e em breve.

Alerta – “Se o preço continuar a subir e a matança continuar, dentro de 15 anos não haverá elefantes vivendo na natureza no norte do Quênia, tenho certeza”, disse Ian Craig, administrador do Northern Rangeland Trust.

“Onde quer que haja elefantes desprotegidos e armas, as pessoas vão matá-los. Eles simplesmente valem muito dinheiro.”

E o que se aplica ao Quênia também se aplica ao resto da África.

Em um continente onde armas são abundantes e a pobreza impera, as recompensas para os caçadores ilegais superam os riscos.
 
(Fonte: G1)
 
 

Alemanha: nus na neve pela defesa dos animais

Internacionais

 
Um grupo de ativistas mostrou esta quarta-feira a sua contestação ao uso de peles no vestuário.

Protesto contra o uso de peles no vestuário (EPA/JOERG CARSTENSEN )

A neve não assustou os ativistas que, nas Portas de Brandemburgo, em Berlim, na Alemanha, pousaram todos nus, tapados por um cartaz que dizia:«Prefiro andar nu do que usar peles».

O protesto coincide com a Semana da Moda de Berlim, que decorre até sexta-feira.
 
Protesto contra o uso de peles no vestuário (EPA/JOERG CARSTENSEN )
 
   

Vaquejada passa a ser considerada esporte no estado do Ceará

Nacionais

 
União Internacional Protetora dos Animais (Uipa) vai entrar com ação direta de inconstitucionalidade

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará regulamentou a vaquejada como prática esportiva e cultural do Ceará. A informação foi divulgada, ontem, no Diário Oficial do Estado. A Lei 15.299, de 8 de janeiro de 2013, é de autoria deputado Wellington Landim (PSB). A nova norma prevê que as competições devem ser realizadas em espaços físicos apropriados, com dimensões e formatos que propiciem segurança aos vaqueiros, animais e ao público em geral.

Além disso, a prática poderá ser organizada nas modalidades amadora e profissional. A lei também afirma que é obrigação dos organizadores adotar medidas de proteção à saúde e à integridade física do público, dos vaqueiros e dos animais, bem como não prejudicar a saúde do bicho durante o transporte, trato e manejo do mesmo.

Na vaquejada profissional, ainda de acordo com o novo diploma, fica obrigatória a presença de uma equipe de paramédicos de plantão no local durante a realização das provas e desclassificação de qualquer vaqueiro que ferir ou maltratar o animal de maneira proposital.

Ação contra

De acordo com Geuza Leitão, presidente da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), várias audiências foram feitas na tentativa de impedir que a vaquejada se tornasse um esporte no Ceará.

Agora, a Uipa pretende entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a lei seja retirada do ordenamento jurídico.

"Não concordamos com isso porque combatemos a vaquejada e qualquer outra prática que trate de maneira incorreta os animais", afirma. Para ela, apesar da lei ser clara, os organizadores não terão o trato necessário para com o bem-estar do animal.

"Apesar das exigências da nova regra, eles vão sofrer do mesmo jeito, porque o maior dano causado ao animal nas vaquejadas não é físico, mas, sim, psicológico. A Uipa pretende entrar com a ação o mais breve possível", garante.

Ainda de acordo com Geuza, a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, da qual o Brasil faz parte, é clara ao afirmar que nenhum animal deve passar por sofrimento físico ou psicológico e nem deve ser explorado para o divertimento do homem. "Além disso, conforme o artigo 10º desta declaração, as exibições de animais e os espetáculos que os utilizem são incompatíveis com a dignidade de cada um dos bichos", defende a presidente da Uipa.

LÍVIA LOPES
REPÓRTER
 
   

Declarados inconstitucionais, abates rituais estão proibidos na Polônia

Internacionais

 
Desde o início de 2013, a legislação polonesa proíbe o abate ritual de animais sem o atordoamento prévio. A medida afeta, entre outros, os abates “kosher” (judaico) e “halal” (muçulmano).

À primeira vista trata-se de preocupação com o bem-estar animal. Mas a decisão apenas atende a uma norma constitucional. Em novembro de 2012, ao analisar a questão dos abates rituais, o Tribunal Constitucional da Polônia concluiu que os regulamentos [do Ministério da Agricultura] que desde 2004 estabelecem as condições e métodos de abate animal são contrários às leis locais de proteção animal e à própria constituição polonesa. Daí a vigência das normas até, apenas, 31 de dezembro de 2012, quando foram declaradas inconstitucionais.

É verdade que, a partir de 1º de janeiro de 2013, entraram em vigor na União Europeia novas e mais amplas medidas visando à proteção e ao bem-estar animal, inclusive com restrições relativas ao abate. Mas os abates rituais continuam sendo permitidos, concedendo-se aos estados-membros permissão para a adoção de medidas mais rigorosas, como a adotada agora pela Polônia.

Frente a essa permissividade, nada impede que, a qualquer momento, a Polônia venha a modificar até sua constituição para possibilitar novamente o abate ritual. A indústria da carne local já se movimenta nesse sentido.

Ao analisar a proibição, técnicos do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) levantaram dados que apontam que as exportações polonesas de carnes provenientes de abates rituais obtêm receita anual entre US$375 e US$470 milhões. No âmbito da União Europeia são destinadas, principalmente, para Alemanha, França e Reino Unido. E, fora do bloco, para Turquia e Israel.

Como a proibição do abate ritual foi definida em meados de novembro, a indústria polonesa se preparou para a proibição vindoura e formou grandes estoques, suficientes para atender a demanda durante alguns meses de 2013. Agora espera que a proibição adotada seja revista com brevidade.

(Avisite) (Redação)
 
   

Prefeitura de Campo Grande / MS diz que respeitará decisão que mandou entregar Scooby a ONG

Nacionais

 
Presidente do Abrigo dos Bichos buscou o animal no CCZ de Campo Grande. Órgão diz que o risco de transmissão da doença precisa ser monitorado.

Cão Scooby saindo do CCZ com membros do Abrigo dos Bichos após liminar em Campo Grande MS (Foto: Fernando da Mata/G1 MS)

Do G1 MS
A prefeitura de Campo Grande informou que vai respeitar a decisão da Justiça que determinou a entrega do cão Scooby para a ONG Abrigo dos Bichos, que foi feita nesta terça-feira (15). Conforme a assessoria de imprensa do órgão, a saúde e o risco de transmissão da doença precisam ser acompanhados de perto.

Scooby estava no Centro de Controle de Zoonoses da cidade.  A decisão em caráter liminar foi dada pelo juiz Amaury da Silva Kuklinski, da Vara dos Direitos Difusos e Coletivos, atendendo a um pedido feito pela entidade.

A presidente do órgão, Maíra Kaviski Peixoto, disse ao G1 que o animal foi devolvido clinicamente do mesmo jeito que foi deixado.
Sentença

Na decisão, o juiz sustenta que a decisão não é irreversível, já que cabe a chance de recursos, diferentemente da permanência do animal no centro, que poderia “causar danos de difícil reparação à demanda da autora [Maíra], qual seja o óbito do animal”, diz.

A liminar foi concedida sem que a parte contrária - o município de Campo Grande - fosse ouvida. A entrega do animal deveria ser imediata, com multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

O caso

Scooby ficou conhecido após ter sido amarrado em uma moto e arrastado pelo dono até o CCZ. Logo após chegar ao local, um exame atestou que ele tinha leishmaniose. Na época chegou a ser cogitada a eutanásia do animal, conforme estabelecem as normas do Ministério da Saúde.

Internautas fizeram campanha para que Scooby não fosse sacrificado. O mascote foi levado a uma clínica veterinária no dia 30 de julho de 2012, com autorização da prefeitura de Campo Grande, para que recebesse tratamento contra a doença.

Cão Scooby saindo do CCZ com membros do Abrigo dos Bichos após liminar em Campo Grande MS

A veterinária Sibele Cação, até então presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), defendeu o tratamento contra a leishmaniose em cães publicamente e, por conta disso, foi destituída do cargo. Ela disse que, após cinco meses de tratamento, o vira-lata não tinha mais os sintomas da doença.

No dia 19 de dezembro, o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho (PMDB) pediu que o cão fosse devolvido ao CCZ, onde passaria por exames comprovando a melhoria do estado de saúde e eficiência do tratamento contra a doença.

A ONG protocolou, no dia 4 de janeiro de 2013, um ofício na prefeitura pedindo informações sobre o estado de saúde do animal.

A assessoria do Ministério da Saúde informa que existe tratamento contra leishmaniose apenas para humanos, com três medicamentos disponsíveis no sistema SUS. A portaria 1426/2008 proíbe o tratamento de cães e a recomendação é a eutanásia.
 
 

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Pivô de polêmica, cão Scooby é devolvido a ONG

Nacionais

Gabriel Neris e Mariana Lopes
Scooby foi entregue pela Prefeitura de Campo Grande ao Abrigo dos Bichos (Fotos: Rodrigo Pazinato)A Prefeitura de Campo Grande entregou o cão Scooby na tarde desta terça-feira (15) à ONG (Organização Não Governamental) Abrigo dos Bichos, respeitando a determinação do juiz Amaury Kuklinsk, da Vara de Direitos Coletivos, Difusos e Homogêneos.

O animal ganhou notoriedade depois de ser arrastado pelo dono do bairro Aero Rancho até o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Scooby tem leishmaniose e foi pivô da polêmica envolvendo o tratamento à doença. A orientação do Ministério da Saúde é a eutanásia, mas o ex-prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) determinou que o animal fosse preservado, depois de uma campanha nas redes sociais.

De acordo com a médica-veterinária e presidente do Abrigo dos Bichos, Maíra Kaviski Peixoto, Scooby será levado para a clínica veterinária onde ficou internado antes der levado ao CCZ para continuar o tratamento da leishmaniose e refazer todos os exames para certificarem a respeito da saúde do animal.

A médica-veterinária Sibele Cação estava no local e disse que não se arrepende da briga para manter o animal vivo. “Essa é a nossa missão, salvar a vida dos animais sem deixar de lado a saúde pública. Nunca iríamos colocar a população em risco”, afirmou.

Sibele reafirmou o desejo de ter a guarda do animal. A médica-veterinária era presidente do CRMV-MS (Conselho Regional de Medicina Veterinária), mas foi afastada do cargo após defender publicamente o tratamento da leishmaniose, indo na contramão de medidas apoiadas pelo CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária), que obedece a determinação de aplicação da eutanásia por parte do Ministério da Saúde.

Animal recebe carinho na saída do CCZMaíra explicou que devido a decisão judicial, não poderá tomar nenhuma decisão em relação a adoção do Scooby. “O Scooby foi só um símbolo para a gente pedir a adoção de outros animais que estão aqui no CCZ”, comentou.

O animal saiu do CCZ faceiro e imediatamente pulou no colo de Maíra e Sibele. Scooby também rolou na grama e até fez poses para fotografia. O cão tem três anos de idade e foi castrado para não oferecer risco de transmitir a doença a outro cachorro.

A situação despertou a atenção de curiosos que acompanharam o embate. A acadêmica de medicina-veterinária da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Ana Carolina Ortale, de 24 anos, contou que já adotou vários cães com leishmaniose e acompanha o tratamento da doença. “O Scooby representa para mostrar a sociedade que o cachorro pode ser tratado”, disse a estudante.
 
 

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Scooby é liberado e vai para clínica fazer tratamento contra leishmaniose

Nacionais

GABRIEL KABAD
Scooby foi liberado às 16h desta terça-feira. Foto: Gerson Oliveira/Correio do EstadoLibertado do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) às 16h desta terça-feira (15) por decisão judicial, o cão Scooby ficará numa clínica para tratamento da leishmaniose.

A sorologia no sangue sobre a leishmaniose - que demora algum tempo para negativar - deu resultado positivo mas não teria risco para as pessoas.

Após o tratamento, o cão será entregue à médica veterinária Sibele Cação, ex-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária. Ela foi cassada do cargo por defender o tratamento da doença em Mato Grosso do Sul.

Hoje, às 13h30min, foi concedida liminar pelo juiz da Vara de Direitos  Difusos Coletivos e Individuais Homogêneos da Capital  à ONG Abrigo dos Bichos, mandando que a Prefeitura Municipal de Campo Grande, por qualquer de seus orgãos e secretarias, fizesse a entrega imediata do animal.
 
 

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ONG Abrigo dos Bichos do MS anuncia que juiz determinou a entrega de Scooby à medica veterinária

Nacionais

 
Decisão é desta tarde e manda que a prefeitura, ou qualquer um dos seus órgãos, liberte o animal

Cão Scooby está recolhido no CCZ. Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

A ONG Abrigo dos Bichos informou nesta tarde que obteve liminar para a entrega imediata do cão Scooby à médica veterinária  Maíra Kavisky Peixto.

A decisão, segundo a entidade, é do juiz da Vara de Direitos  Difusos Coletivos e Individuais Homogêneos da Capital que determina à Prefeitura Municipal de Campo Grande, por qualquer de seus orgãos e secretarias, a entrega imediata do animal.

O município de Campo Grande já foi intimado da liminar e citado pelo fficial de Justiça, segundo a Ong. A médica veterinária aguarda a entrega do cão Scooby no CCZ.
 
 

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No Recife, tartaruga é encontrada morta na Praia de Boa Viagem

Nacionais

 
Animal estava com um peixe baiacu preso na garganta.
Tartaruga media 1,8 metros e pesava aproximadamente 300 quilos.

Do G1 PE
Foi encaminhada para um aterro sanitário a tartaruga encontrada morta na praia de Boa Viagem, no Recife, na segunda-feira (14). O animal media 1,8 metros e aproximadamente 300 quilos foi encontrada morta na altura do Terceiro Jardim, na Praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. De acordo com o ambientalista Adriano Artoni, que foi tentar resgatar o animal, ela estava com um peixe baiacu preso na garganta.

Artoni acredita que a tartaruga, que acredita ser da espécie cabeçuda, estava morta há cinco dias. "Ela não tinha ferimentos no corpo, deve ter morrido por afogamento", afirma o ambientalista. A hipótese levantada por ele é de que a tartaruga tentou engolir o peixe que, por um mecanismo de defesa natural, inflou dentro da garganta dela, deixando-a, assim, sem respirar.

O envio do animal para o aterro foi feito por uma equipe da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb).
 
   

Santuários ecológicos protegem espécies ameaçadas no Caribe

Internacionais

 
A vida selvagem caribenha é defendida pelos parques nacionais, sempre abertos à visitação do turista - Foto: ShutterstockGrande parte das ilhas do Caribe tomou medidas radicais para proteger não só suas praias e recifes, como também os animais nativos. Tal atitude não desagrada os turistas, que, inclusive, encontram nesta região o privilégio de ver bem de perto diversas espécies da fauna vivendo livremente em seu habitat natural, livres das jaulas típicas de zoológicos.

Para que isso fosse possível, os caribenhos fundaram parques nacionais e reservas que são verdadeiros santuários naturais para diversas espécies. Os quase extintos papagaios imperiais e as tartarugas-de-couro, por exemplo, têm, nestas áreas, os caribenhos como aliados.

Protegendo a biodiversidade, as equipes desses refúgios orientam turistas sobre a importância das espécies e, em alguns casos, permitem até que os visitantes alimentem e interajam com os animais. Por essa razão, os amantes da natureza são frequentadores assíduos dos centros naturais.

Confira, a seguir, os cinco parques naturais e santuários ecológicos mais populares do Caribe.

Gran Parque Natural de Montemar
Na península de Zapata (Cuba), os amantes da biodiversidade podem observar à vontade a grande quantidade de flamingos que vive no Gran Parque Natural de Montemar. A zona de terras úmidas protege 171 espécies de aves, 31 de répteis e 12 de mamíferos. Caranguejos terrestres, manjuarí (peixe primitivo), crocodilos caimões e zuzuncitos (menor ave do mundo) estão presentes na lista.

Parque Nacional Lago Enriquillo e Isla Cabritos
O Lago Enriquillo, o maior da República Dominicana, localiza-se em uma depressão com bancos de lama salgada e águas de mangue. O local, que abriga a maior população caribenha de crododilos americanos e iguanas, faz parte do Parque Nacional Lago Enriquillo e Isla Cabritos, que é um refúgio seguro para as espécies.

Refúgio de Fragatas

As maiores colônias de fragatas do Caribe se concentram no Refúgio das Fragatas, em Barbuda. Moradoras da pequena lagoa Codrington Lagoon, as aves que fazem ninho na beira da água podem ser vistas de perto pelos visitantes, por meio de um serviço de embarcação oferecido pela equipe do santuário. O passeio dura, aproximadamente, 40 minutos e é uma das atrações turísticas mais procuradas da região.

Asa Wright Nature Centre
As espécies que vivem no Asa Wright Nature Centre, localizado na ilha deTrinidad, são das mais diversas: 97 mamíferos, 400 aves, 55 répteis, 25 anfíbios e muitas borboletas habitam a grande floresta tropical, que possui um terraço confortável de onde os visitantes podem observar os animais. Com cerca de 13 tipos de beija-flores, o centro natural também oferece trilhas, passeios com guias especializados e ainda palestras de incentivo à preservação da fauna e da flora.

Barbados Wildlife Reserve
Na ilhota de Barbados, a reserva Barbados Wildlife Reserve abriga uma grande variedade de espécies endêmicas, exóticas e ameaçadas de extinção. O macaco verde, o veado-mateiro, a cutia e o crocodilo caimão são a alguns dos nativos mais populares do lugar. Papagaios raros também marcam presença na região verde, que é famosa por permitir que os visitantes interajam livremente com praticamente todas as espécies de bichos.
   

Pesquisa investiga elo entre poluição do mar e tumores em tartarugas

Nacionais

 
Espécie ameaçada sofre doença causada por contaminação química. Estudo brasileiro quer entender impacto na população de tartarugas.

G1 Natureza
Biólogo mostra uma das 'verrugas' apresentada pelo animal encalhado em AL - Acervo Instituto Biota

A aparição de tumores na pele de tartarugas-verdes, espécie considerada ameaçada de extinção que vive na costa brasileira, tem chamado a atenção de pesquisadores, que tentam descobrir as causas desta anomalia e como evitar uma epidemia da doença, provocada pela contaminação dos mares por reagentes químicos.

Dados coletados pelo Projeto Tamar, que trabalha com a conservação de tartarugas marinhas, aponta que cerca de 16% da população de tartarugas-verdes presente na faixa litorânea do país sofre do mal chamado fibropapilomatose, associado a um vírus que provoca o surgimento de verrugas de até 30 centímetros de diâmetro na pele dos animais.

Apesar das erupções cutâneas serem consideradas tumores benignos, pesquisadoras do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo, que analisam a doença, afirmam que a queda da imunidade das tartarugas teria relação com a enfermidade e pode abrir brechas no sistema imunológico para outras doenças.

Ainda de acordo com as pesquisadoras, é preocupante a possibilidade de exemplares saudáveis contraírem os tumores devido à convivência com espécimes contaminados – o que aumentaria mais a vulnerabilidade dessas tartarugas.

Para descobrir mais detalhes a respeito, além de buscar formas de prevenção e de preservação das tartarugas-verdes, cientistas investigam como resquícios de despejos químicos podem provocam a fibropapilomatose.

A aparição de tumores na pele de tartarugas-verdes, espécie considerada ameaçada de extinção que vive na costa brasileira, tem chamado a atenção de pesquisadores, que tentam descobrir as causas desta anomalia e como evitar uma epidemia da doença, provocada pela contaminação dos mares por reagentes químicos.

Dados coletados pelo Projeto Tamar, que trabalha com a conservação de tartarugas marinhas, aponta que cerca de 16% da população de tartarugas-verdes presente na faixa litorânea do país sofre do mal chamado fibropapilomatose, associado a um vírus que provoca o surgimento de verrugas de até 30 centímetros de diâmetro na pele dos animais.

Apesar das erupções cutâneas serem consideradas tumores benignos, pesquisadoras do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo, que analisam a doença, afirmam que a queda da imunidade das tartarugas teria relação com a enfermidade e pode abrir brechas no sistema imunológico para outras doenças.

Ainda de acordo com as pesquisadoras, é preocupante a possibilidade de exemplares saudáveis contraírem os tumores devido à convivência com espécimes contaminados – o que aumentaria mais a vulnerabilidade dessas tartarugas.

Para descobrir mais detalhes a respeito, além de buscar formas de prevenção e de preservação das tartarugas-verdes, cientistas investigam como resquícios de despejos químicos podem provocam a fibropapilomatose.
 
Exemplar de tartaruga-verde, espécie que pode ser encontrada na costa brasileira e está ameaçada de extinção. - Divulgação/Cena-USP
 
De acordo a doutoranda em Ecologia Aplicada na USP, Silmara Rossi, uma das responsáveis pela análise, compostos orgânicos com cloro despejados em rios ou depositados no solo, mas que entraram em contato com cursos d'água e se encaminharam para o mar, podem ter relação com os casos de tumores nas tartarugas.

Segundo ela, pertencem a este grupo químico os pesticidas, agrotóxicos, além de materiais utilizados na produção de transformadores elétricos. “Esses compostos são persistentes no meio ambiente. Alguns deles foram utilizados na década de 1970, mas ainda tem reflexo na água e no solo”, explica a pesquisadora.

Urbanização prejudica espécie

O acelerado crescimento das zonas costeiras do país pode agravar ainda mais o problema. As tartarugas-verdes usam essas áreas e ilhas do país para alimentação. Costumam desovar na região do Arquipélago de Fernando de Noronha (PE), na Ilha da Trindade (ES) e no Atol das Rocas (RN).

No entanto, a intensificação da expansão urbana já reflete na reprodução e eclosão dos ovos em praias. A atividade pesqueira, caça predatória e a mudança climática também oferecem risco às tartarugas.

Cecília Baptistotte, da coordenação nacional de Medicina Veterinária do Projeto Tamar, afirma que a prevalência da doença é muito maior em regiões densamente ocupadas, ou seja, que registram maiores índices de lançamento de dejetos de esgoto doméstico, industrial e agrícola.

O dado é preocupante, já que de acordo com o relatório “Conjuntura dos Recursos Hídricos”, divulgado em 2011 pela Agência Nacional de Águas, o Brasil coleta 56,6% do esgoto doméstico urbano e apenas 34% deste volume passa por tratamento.

“No país temos registros [da doença] em praticamente toda a costa, menos nas ilhas oceânicas, como Atol das Rocas, Trindade e Fernando de Noronha, que são áreas mais limpas, com nenhuma ou pouca ocupação antrópica”, explica.

Entre 2000 e 2005, a maioria quantidade de casos foi registrada no estado do Ceará, seguido do Espírito Santo e da Bahia. Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Rio de Janeiro também tiveram ocorrências de tumores em tartarugas-verdes.

Ainda é preciso pesquisa, diz especialista

Segundo Cecília, ainda que é preciso muita pesquisa para compreender melhor a enfermidade e seus aspectos epidemiológicos.

Ela afirma que o tratamento da fibropapilomatose é cirúrgico, no entanto, animais que contraem a doença encalham em praias e são resgatados debilitados e sem condições de serem submetidos aos procedimentos de anestesia e cirurgia.

Sobre a conservação dos mares, a médica veterinária afirma que apenas com a criação de políticas públicas é que será possível reduzir o nível de poluentes no mar. "Como as tartarugas-marinhas são espécies altamente migratórias, esses esforço tem que ocorrer não só em um determinado país, mas depende de um esforço global”, complementa.
 
   

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