Quinta, Maio 23, 2013
Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal
   
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Notícias

Celebridades defendem maior rigor do novo Código Penal na proteção aos animais

Nacionais

 
Celebridades, como os atores globais Ìsis Valverde e Bruno Gagliasso, aderiram à luta para punição mais rigorosa nos crimes contra o meio ambiente e os animais. Elas defendem, em vídeo, o rigor proposto pelo projeto de lei que reforma o atual Código Penal, em tramitação no Senado Federal. A reforma foi iniciada por comissão de especialistas, criada pelo presidente José Sarney, a partir de requerimento do senador Petro Taques (PDT-MT). O projeto de lei decorrente (nº 236/12) é examinado por comissão especial de senadores atualmente. O vídeo pode ser asissitido no site do Movimento Nacional de Proteção e Defesa Animal e traz uma petição que coleta assinaturas a favor da causa, pela Internet.
 

A página informa que o movimento é “formado pela união de diversas entidades de proteção dos animais, protetores independentes e amantes dos animais com o único intuito de lutar para que os direitos dos animais sejam garantidos na reforma do Código Penal”. Também registra que representantes do movimento compareceram às audiências públicas de debate do novo texto em São Paulo, Aracaju, Rio de Janeiro e Porto Alegre, dentre outras iniciativas de mobilização: “Elaboramos documentos, compilamos estudos internacionais, fizemos uma petição online que hoje conta com mais de 100 mil assinaturas, fizemos um Pedágio Nacional do qual, até o momento, já recebemos cerca de 80 mil assinaturas físicas, começamos uma campanha para incentivar as pessoas a enviar suas sugestões ao Alô Senado, fomos a Brasilia levar cerca de 160 mil assinaturas, parciais, que demonstram o anseio da população por maior punição para quem comete crimes contra animais.”

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado
 
 

BPA apreende animais silvestres em acampamento durante operação em Maceió/AL

Nacionais

 
Foto: AssessoriaUma equipe do Instituto do Meio Ambiente (IMA) realizava hoje (10) uma operação de mapeamento de ocupações na Área de proteção Ambiental (APA) do Pratagy, quando policiais do Batalhão de Policia Ambiental (BPA), que davam apoio à ação, encontraram animais silvestres e armadilhas utilizadas aparentemente por um caçador. Todo o material foi apreendido em flagrante, mas o responsável pelo crime não foi encontrado.

A equipe levantava pontos para georreferenciar a área de ocupação do acampamento Dandara – nas proximidades do Conjunto João Sampaio II, em Maceió – quando os policiais perceberam o som intenso dos pássaros. Ao se aproximar da casa, e olhar por entre as frestas da parede de taipa, puderam ver algumas gaiolas com pássaros e uma delas com uma cutia. Todo o ambiente da pequena casa é bastante precário e com grande quantidade de entulho.

Além disso, havia outros apetrechos como: redes para pegar aves, armações de ferro utilizadas como gaiolas para animais de pequeno porte, gaiolas para pássaros, facões e arapucas, entre outros. Os policiais suspeitam que o dono da casa é um caçador. Os vizinhos disseram que ele é criador de porcos e que nunca tinham visto aquele tipo de animal no local, mas informaram que há incidência de aparição de outros animais, como os bichos-preguiças, vez que o acampamento está situado no entorno de uma área com vegetação ainda preservada.

A equipe do BPA, com apoio de policiais militares que atuam na região, entrou na casa e retirou a maior parte do material. As gaiolas e arapucas utilizadas para captura dos pássaros foram destruídas. Os animais que haviam no local, três pássaros e um cutia, foram levados para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais renováveis (Ibama).
 

por Rafael Medeiros
   

Como são os pensamentos e as emoções nos animais

Nacionais

 
Assim como os seres humanos, os animais sofrem, se alegram e também querem ter a vida preservada

"Temos que rever todas as nossas atitudes em relação aos animais", afirma a médica veterinária Irvênia Prada, professora catedrática da Universidade de São Paulo (USP). Ela é autoridade mundial na comunidade científica sobre Neuroanatomia animal. É também uma respeitada investigadora sobre a interação mente-cérebro dos bichos. Tem vários livros e estudos científicos já publicados.

Durante o 20º Enese, Irvênia Prada proferiu palestra sobre "Educação dos sentimentos" e a questão da violência nas pessoas. Ela é autoridade mundial na comunidade científica sobre Neuroanatomia Animal FOTO: INSTITUTO DE CULTURA ESPÍRITA

Esteve, recentemente, em Fortaleza participando de evento promovido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, e também do 20º Encontro de Estudos Espíritas (20º Enese), uma vez que também é estudiosa desta doutrina. Para Irvênia, os estudos vêm mostrando, com evidências bastante aceitáveis, que os animais têm uma estrutura cerebral compatível com a exteriorização da consciência, com capacidade para resolver problemas, associação de ideias, memórias.

"O próprio estudo do cérebro, que é muito bem organizado nos mamíferos e também nas aves, nos dá indícios de que os animais são seres sencientes, ou seja, que têm todas as características compatíveis com o que a gente chama de funções cognitivas".

Ela observa que as sociedades se formaram sobre um modelo completamente antropocêntri-co, ou seja, que objetiva apenas o bem-estar do ser humano. Este modelo se pauta pela exploração dos animais para benefício das próprias pessoas.

"Por esta visão, os animais são considerados coisas. Desde, a época de Descartes, o grande filósofo do século XVII, tem-se essa ideia de que os animais são máquinas automatizadas, sem sensibilidade. Então considerar que eles são coisas, serviu muito bem ao modelo antropocêntrico porque, assim, o homem usa os animais sem culpa nenhuma, utilizando e descartando, como é feito até hoje", afirma a professora.

Na palestra que fez para os veterinários, ela destacou a exigência de revisão deste paradigma. Segundo observa, atualmente, cresce o número de pessoas que não aceitam mais este modelo, considerado "indigno" e "mesquinho". Após a palestra, Irvênia recebeu muitos comentários de veterinários sobre a importância de considerar o novo modelo, ainda desconhecido por muitos profissionais de diferentes áreas do conhecimento.

"Por que visar só ao nosso bem-estar e não o dos animais que também sofrem? Também precisamos cuidar das plantas, da qualidade da água, do ar, enfim, de todo o planeta. Nós temos que abrir os nossos horizontes e cuidar de tudo e não apenas dos seres humanos. A partir de agora, temos que aceitar essas mudanças e prestar atenção que os animais sofrem, têm direito à própria vida, e que não são simples coisas descartáveis", defende a pesquisadora.

Em substituição ao antropocentrismo, ela aponta o paradigma biocêntrico ou ecocêntrico, pelo qual todas as formas de vida merecem ser preservadas com respeito e sustentabilidade. "Este novo modelo busca o bem-estar do ser humano, mas também dos animais, das plantas, da qualidade da água, do ar, enfim, de todo o planeta que é a nossa casa. Se todos moramos aqui, nada melhor do que termos uma relação harmônica, de paz e felicidade com toda a natureza". Além de professora universitária, Irvênia também é assessora técnica do Fórum de Proteção e Defesa Animal de São Paulo, instituição que congrega mais de 100 entidades protetoras de animais. Nesta função, ela dá pareceres para verificar se há ou não maus-tratos aos bichos. Já avaliou casos de rodeios, vaquejadas, entre outras situações de entretenimento para as pessoas, mas de muito sofrimento para os animais, conseguindo intervenção do Ministério Público e proibição de práticas abusivas.

"Já tem muita gente preocupada, vendo que os animais estão sofrendo. Precisamos contaminar todo mundo com este pensamento. É difícil mas, só através da informação, é que vamos conseguir fazer com que as pessoas olhem para os animais com nova postura", defende ela.

No 20º Enese, a pesquisadora abordou dois temas: "Educação dos Sentimentos" e "A violência é inata no ser humano?". O organizador do evento, Francisco Cajazeiras, também presidente do Instituto de Cultura Espírita do Ceará (ICE-CE) e da Associação Médico-Espírita do Ceará (AME-CE), diz que convidou Irvênia em reconhecimento à conceituada palestrante.

"Ela tem ótimos recursos de comunicação e conhecimentos geral e específico. É política do nosso evento apresentar novos palestrantes de qualidade para o público do movimento espírita cearense", afirma ele.

Entre os livros de destaque da pesquisadora para o grande público estão "A questão espiritual do animais" e "A Alma dos Animais", este último com edição esgotada, mas já está sendo considerada a possibilidade de reedição atualizada da publicação.

Blog Bem-Estar Pet

Para ler mais sobre animais de estimação confira o endereço http://blogs.diariodonordeste.com.br/bemestarpet 
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VALÉRIA FEITOSA
EDITORA 
 
 
   

Ibama proíbe festa eletrônica no Beto Carrero World

Nacionais

 
Os animais do parque poderão ficar estressados. Direção do parque garante que vai resolver impasse ambiental. Organização segue vendendo ingressos, que variam entre R$ 180 e R$ 655

O evento Dream Valley Festival, organizado pela RBS Eventos, está sendo planejado pra ocorrer em novembro no parque do Beto Carrero World, na Penha/SC, mas os fiscais do Ibama proibiram a festa para proteger os animais do zoológico do lugar.

Mesmo com a determinação, os organizadores continuam vendendo ingressos para o evento, que podem custar até R$ 655. A direção do parque garante que está preparando modificações no projeto pra receber a liberação do órgão ambiental federal. Além da questão com os bichos, a segurança é outro problema apontado pelas autoridades. A polícia Civil ainda não liberou o alvará.

Aves, macacos, girafas, elefantes, leões, cavalos, girafas... Ao todo, são mais de 700 animais de várias espécies vivendo no Beto Carrero. A possibilidade da barulheira de uma festa eletrônica a cerca de 200 metros deles está fora de cogitação para os técnicos do Ibama, que verificaram o local no mês passado. “Nós avaliamos o projeto do evento e vistoriamos a área onde eles pretendem fazer a festa. A distância de onde ficaria o som para os animais é muito pequena. Além disso, não estamos falando de seres humanos, que têm uma sensibilidade específica para ruídos, mas de várias espécies de animais, cada uma com uma sensibilidade diferente”, explica a analista ambiental do setor de fauna do Ibama, Gabriela Brêda.
“Já notificamos o parque que é inviável um evento do tamanho que eles pretendem fazer naquela área. A área da festa é aberta, então o barulho pode estressar os animais, principalmente as aves que, na primavera, estão em reprodução. Eles ficaram de fazer um novo projeto e nos entregar, mas até agora não recebemos nada. Acho muito difícil que mude alguma coisa, pois eles terão que comprovar que os animais não serão afetados”, detalha Gabriela.

A polícia Civil de Piçarras também não liberou a licença de Jogos e Diversões, algo obrigatório em festas grandes. “Já fiz várias reuniões com a organização da festa e não liberamos a licença porque acreditamos que eles não oferecem segurança suficiente para os participantes do evento e também para a população que vive no entorno do parque. Enquanto isso não for feito, não vamos liberar a festa”, afirma o delegado Rodolfo Farah.

Continuam vendendo


Mesmo com a proibição das autoridades, a empresa RBS Eventos, que está organizando a festa, continua vendendo ingressos para o evento no parque, que está prevista para ocorrer nos dias 16 e 17 de novembro e tem ingressos sendo vendidos entre R$ 180 e R$ 655. A assessoria de imprensa da empresa informa que não foi notificada da proibição do Ibama e que já está fazendo testes no local.

Já a direção do Beto Carrero World admite que foi notificada da decisão, mas garante que está produzindo um novo projeto pra tentar convencer o Ibama de que os animais não serão prejudicados com o evento, que pode receber até 25 mil participantes. No entanto, o Ibama já adiantou que, se a notificação for ignorada e a festa ocorrer, os organizadores poderão ser multados em valores que podem chegar na casa dos milhões de reais e ainda serem responsabilizados penalmente pela agressão aos animais do zoo.
 
Fonte:
   

Santos/SP: animais recebem chip de identificação

Nacionais

 
A numeração do Registro Geral será injetada atrás do pescoço de cães e gatos com aplicador individual, com duração de dez anos

Do Metro Santos Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Os animais receberão nova tecnologia para serem identificados. A partir de agora, a numeração do RGA (Registro Geral de Animais), hoje inscrita em placa de metal presa junto à coleira dos bichos, estará em chip subcutâneo de 12mm por 2mm, a ser injetado atrás do pescoço de cães e gatos com aplicador individual.

A instalação dos primeiros dispositivos tem início nesta segunda-feira. Nesta primeira etapa serão cadastrados 3 mil animais a serem doados e/ou cadastros na Coprovida (Coordenadoria de Proteção à Vida Animal).

Segundo a Semam (Secretaria de Meio Ambiente), o objetivo de implantação dos microchips é numa primeira fase, fazer o controle dos cães e gatos doados e atendidos pela Coprovida, e de raças como o pitbull, animais com histórico de maus-tratos ou risco de abandono, já castrados.

Na segunda etapa, o controle se estenderá para todos os cães e gatos da cidade. O investimento nos chips foi de R$ 17,4 mil, sendo que cada unidade custa R$ 5,80.

O equipamento dura dez anos.
 
   

Portugal: Manifestação junto ao Parlamento em defesa dos animais

Internacionais

 
Manifestantes estiveram hoje junto ao Parlamento a exigir uma nova lei de defesa dos direitos dos animais.

Cerca de uma centena de pessoas concentrou-se hoje à tarde frente à Assembleia da República, em Lisboa, para reivindicarem a aprovação de uma nova lei de proteção dos animais.

Na atual legislação, os animais têm os mesmos direitos do que uma cadeira, porque são equiparados aos bens móveis, exemplificou, em declarações aos jornalistas, a presidente da Associação Animal, que promoveu a manifestação.

Rita Silva exige que os maus tratos aos animais passem a ser sempre considerados crime, já que atualmente isso só sucede se tiverem dono, caso contrário a lei não o permite.

Um dos exemplos "mais comuns" das torturas infligidas a animais é o abuso sexual, de que a presidente da Associação diz receber relatos diariamente "sem que nada aconteça".

"Não acontece nada porque as pessoas sabem que estão impunes", lamentou a ativista.

"Circos ideais não têm animais"

A Associação Animal entregou no Parlamento, na quinta-feira, cerca de 40 mil assinaturas a reivindicar a aprovação de legislação que proteja os direitos dos animais, propondo, entre outras medidas, acabar com o uso de animais nos circos e o fim das touradas.

"Circos ideais não têm animais" e "tourada em Portugal é vergonha nacional" foram algumas das palavras de ordens gritadas pelos manifestantes que se concentraram junto ao Parlamento.

Rita Silva discorda que o período de austeridade que se vive seja justificação para o aumento das situações de abandono de animais ocorridas no país.

Pelo contrário, "a austeridade tem sido uma boa desculpa para descartar os elementos da família que não são humanos", defendeu.

Defesa de punição para os maus tratos

A ativista propõe ainda que a alimentação para animais "deixe de ser taxada como um bem de luxo" ao nível dos impostos e exige também a inclusão das despesas com a sua saúde na declaração de IRS dos donos.

Entre as mudanças que gostaria de ver concretizadas, Rita Silva propõe que as "verbas usadas para abater animais" passem a ser investidas na sua esterilização.

A atriz São José Lapa, uma das defensores dos direitos dos animais presentes na iniciativa, disse aos jornalistas que os maus tratos aos animais retratam uma sociedade onde a "boçalidade impera". "Se se tratam mal os idosos e as crianças, como não se há de tratar os animais", questionou.

A artista defende a aplicação de "leis punitivas" para os maus tratos infligidos aos animais e condena que se continuem a comprar exemplares por "quantias colossais" para depois serem abandonados.
 


   

Cachorro vira o herói do dono

Nacionais

 
Resgatado quando tinha 8 meses, vira-lata Spike retribuiu carinho salvando a vida do proprietário 2 vezes

DIÁRIO DE S. PAULO
Gaúcho e o seu herói Spike, que já salvou sua vida duas vezes - Foto:  Ricardo Oliveira/ Diário SPFoi em um dia frio que o comerciante Alcindo Alves Batista, o Gaúcho,  encontrou, há quase 14 anos, um cachorrinho abandonado embaixo dos assentos de um ponto de ônibus que ficava em frente a sua antiga casa. Deu a ele casa, carinho e o nome de Spike. Gaúcho só não imaginava que o cão retribuiria o amor que recebeu salvando a vida dele duas vezes, em atos de coragem e extrema gratidão.

O comerciante de 58 anos ainda se lembra do primeiro encontro com aquele que anos mais tarde se tornaria seu herói. “Levei água e comida para ele. Estava tão fraquinho que não conseguia mastigar direito a comida.”

Spike logo conquistou o carinho dos três filhos e da mulher de Gaúcho e também a amizade dos outros quatros cães da casa. “Não demorou muito e ele já virou o dono do pedaço”, brinca o dono.

O cão sempre foi um ótimo companheiro, mas há dois anos mostrou valentia para salvar o seu dono. Gaúcho voltava de um passeio com Spike quando foi abordado por dois homens armados com faca. O cão, que estava sem coleira e passeava do outro lado da calçada, percebeu a violência e agiu com heroísmo.

“Os bandidos nem perceberam que o Spike estava por ali e me empurraram contra a parede. Foi aí que ele se armou e pulou em cima dos dois que saíram correndo”, conta Gaúcho, orgulhoso.

Não foi a primeira vez que Spike se revelou um herói. Em 2005, a casa de Gaúcho foi invadida por dois bandidos armados. Sem notar que Spike estava à espreita, os ladrões foram atacados e fugiram, desistindo de agredir e roubar a família.

Para o comerciante, a doçura e a bravura do cão caminham juntas. “Ele é um guardião. Nunca estranhou pessoas que não tivessem más intenções comigo ou com a minha família. É doce, mas sabe a hora de atacar e nos defender”, observa.

Apesar da idade, considerada avançada para um cachorro, Spike nunca ficou doente, mas Gaúcho se preocupa em perdê-lo e se emociona ao falar do cão: “Nenhum outro será como ele. Sei que vou perder um amigão em breve, mas nunca vou esquecê-lo. Ele mudou minha vida e eu mudei a dele.”

Não compre animais, adote!
Em caso de maus tratos de animais de estimação, denuncie: 156”
 
   

Proteção dos animais ainda é desafio na cidade de Canoas/RS

Nacionais

 
Neste ano 2,5 mil bichinhos devem ser esterilizados

Tamires Souza
Para muita gente eles são companheiros, para alguns são considerados como membros da família e para muitos outros são os melhores amigos. No dia Mundial dos Animais, infelizmente, muitos deles ainda estão nas ruas, passando fome ou sofrendo maus tratos. A Prefeitura estima que 25 mil bichinhos estejam nesta situação. Uma iniciativa para reduzir a super população de animais abandonados é o projeto de castração gratuita. Neste ano 2,5 mil, que foram inscritos no sistema, serão esterilizados.

Para os que estão nas ruas acidentados ou doentes, a Unidade de Bem Estar Animal oferece abrigo e tratamento. “Diariamente chegam até nós cães e gatos nestas condições. Temos capacidade para cem, mas já estamos com 130, porque a demanda no município é muito grande’’, informa o cinotécnico, Alex Szekir.

Para piorar o problema, uma prática bastante comum, especialmente nos períodos de veraneio, é o abandono de animais. A veterinária da instituição Maria Luiza Albite lembra que isso é crime, assim como os maus tratos. “Dentro da Polícia Civil tem um setor especializado para receber estas denuncias e a pena para os infratores pode chegar a um ano de prisão’’, salienta.

Nova unidade de bem estar

Para melhor atendimento dos animais, um novo prédio da Unidade de Bem Estar Animal está em construção. A obra prevista para abril de 2013, pretende oferecer um espaço de maior qualidade para eles. “Depois de tratados e castrados estes bichinhos estão disponíveis para doação, o problema é que a maioria das pessoas só quer filhotes e os adultos acabam ficando, diz o cinotécnico, Alex Szekir.
 
   

Morte de cachorro por PM motiva protesto em defesa dos animais em Londrina

Nacionais

Pauline Almeida
Militantes dos direitos dos animais e pessoas revoltadas com a morte de um cachorro por um policial militar farão um protesto neste sábado (6), às 9h, na região oeste de Londrina. A intenção é mostrar indignação pela postura do profissional diante do cão.

Nesta quinta-feira (4), uma equipe da Polícia Militar foi chamada para retirar andarilhos de uma propriedade, segundo informações repassadas pela assessoria de imprensa do 5º Batalhão. Ao fazer a abordagem ao morador em situação de rua, o cachorro Ronaldo teria rosnado contra um dos policiais.

Para se defender, o profissional Ayrton Araújo atirou contra o animal e o matou. O porta-voz do 5º BPM, capitão Nelson Villa Junior, classificou o fato como "lamentável", mas disse que o profissional agiu em legítima defesa.

O fato causou revolta nos moradores do bairro da zona oete de Londrina, região onde a morte foi registrada. O protesto foi marcado para este sábado, na praça João XXIII, às 9h, com uma caminhada até a Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, na Avenida Maringá.
 
Na página do evento, na rede social Facebook, uma testemunha faz um relato, lamentando a morte do cão, conhecido dos moradores. Ela acredita que o policial agiu como se não tivesse preparo e se adiantou ao atirar contra o cão.

"Ficamos muito chateados com o ocorrido. A gente sempre tratava deste cachorrinho, íamos no intervalo no mercado e trazíamos pães de queijo e dávamos para ele, que por nós era conhecido com Ronaldo e para os outros cães que por lá ficam também. Ele não merecia isso, era dócil e e apenas tentou proteger seus donos, os quais o amavam com certeza", declarou.

A ong SOS Vida Animal, que luta pelos direitos dos bichos em Londrina, emitiu uma nota de pesar. "O trágico acontecimento soma-se a uma série de outros fatos envolvendo animais abandonados nos últimos meses em Londrina e que deixa claro que o aumento excessivo de animais em situação de risco é um problema que vai além da conscientização, passando pela saúde pública e principalmente pela educação", divulgou.
   

Portugal: Os animais também são vítimas da crise

Internacionais


Há cada vez mais animais abandonados em Portugal

Por: tvi24
As dificuldades económicas das famílias atingem cada vez mais os seus animais de estimação e fazem aumentar o número de cães e gatos abandonados ou deixados nas instituições que, sobrelotadas, apelam à adoção de um «amigo de quatro patas».

O Dia Mundial do Animal, que se assinala esta quinta-feira, é aproveitado para chamar a atenção para os efeitos da crise: «o número de pessoas a pedir para [alguém] ficar com o seu animal tem crescido imenso», assim como o número de pessoas a abandonar, «num ato de desespero», disse a presidente da Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais em declarações à Lusa.

As associações «já não comportam mais animais, estão sobrelotadas», assim como os serviços das câmaras municipais dedicados a esta área, igualmente muito requisitados.

A Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais organiza no próximo fim de semana um encontro em Belém, em Lisboa, visando o convívio entre donos e amigos dos animais, mas também a adoção fomentada por mais de 20 associações.

Também a assinalar o dia, a associação ANIMAL vai entregar esta quinta-feira, mais de 40 mil assinaturas na Assembleia da República por uma «nova lei de proteção dos animais em Portugal».

«Não é uma causa de esquerda nem de direita, é uma causa que nos diz respeito a todos porque a proteção dos animais de um país é da responsabilidade de todos, independentemente da sua cor política», disse a presidente da ANIMAL à Lusa.

Para Rita Silva, «hoje começa mais uma fase desta importante campanha», com a entrega destas 40 mil assinaturas.

"Sabemos que a maioria da população está connosco nesta luta e que sabe que os animais são o 'elo mais fraco' de uma sociedade em crise", disse.
   

Congresso da Costa Rica aprova projeto que proíbe caça esportiva

Internacionais

 
Cientistas e indígenas ainda poderão capturar animais em alguns casos. País proíbe animais em circos e tem um quarto do território sob proteção.

G1
A Costa Rica aprovou na noite desta terça-feira (2) uma mudança da lei que proíbe a caça esportiva. O projeto  chegou ao Legislativo do país por meio de um sistema de iniciativa popular, e manifestantes no entorno do Congresso pediram pela aprovação ao longo do dia.

A reforma da Lei de Vida Silvestre recebeu 41 votos a favor e cinco contra, de um total de 57 deputados. Após um segundo debate na quinta-feira, o texto deve ser assinado pela presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla.

“A Costa Rica é o primeiro país na América Central a aprovar uma lei de iniciativa popular”, comemorou a Associação Preservacionista da Flora e da Fauna Silvestres, uma organização não governamental que atua no país. Mais de 177 mil cidadãos assinaram o pedido do projeto.

O projeto permite a caça de animais apenas para pesquisa científica, subsistência de povos indígenas e controle de pragas. Segundo os criadores, a reforma não afeta a pesca esportiva nem a artesanal, que seguem sob a tutela do Instituto Costarriquenho de Pesca e Aquicultura.

A decisão reforça a imagem da Costa Rica como um país “verde”. Um quarto do território fica sob regime de proteção ambiental. Há uma década, a utilização de animais silvestres em circos foi proibida.
   

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