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Graças ao incansável empenho da Dra. Odete Miranda (médica
cardiologista, docente da Faculdade de Medicina do ABC e Presidente
Executiva da nossa afiliada Tribuna Animal) e da Dra. Nédia Maria
Hallage (médica infectologista e também docente da Faculdade de
Medicina do ABC) foi proibida a experimentação com animais vivos nos
cursos de graduação dessa Faculdade.
Nossos parabéns a ambas e também à Faculdade de Medicina do ABC pelo
pioneirismo.
Nossos especiais agradecimentos ao Diretor - Prof. Dr. Luiz Henrique
Camargo Paschoal e à Vice-Diretora - Profa. Dra. Maria Alice R. M.
Tavares.
Proibição do uso de animais rende homenagens da Câmara de São Paulo
à Faculdade de Medicina do ABC
A solenidade ocorreu dia 19 de junho de 2008, no Palácio Anchieta
A proibição do uso de
animais vivos nos cursos de graduação da Faculdade de Medicina do
ABC renderá homenagens da Câmara de Vereadores de São Paulo ao
Diretor e à Vice-diretora da instituição de ensino. Em sessão solene
ocorrida em 19 de maio de 2008, a Dra. Maria Alice Tavares da Silva
recebeu o título de Cidadã Paulistana, enquanto Dr. Luiz Henrique
Camargo Paschoal foi contemplado com a Medalha Anchieta e com o
Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo.
Iniciativa do vereador Roberto Tripoli, a cerimônia teve lugar no
Plenário 1º de Maio, no Palácio Anchieta.
Pioneirismo - Portaria em vigor desde 17 de agosto de 2007
colocou a Faculdade de Medicina da Fundação do ABC como a primeira
do país a abolir o uso de animais vivos nas aulas de graduação. A
prática permanece liberada somente para pesquisas inéditas, com
relevância científica e previamente aprovadas pelo CEEA - Comitê de
Ética em Experimentação Animal da FMABC. “Existe movimento mundial
para substituição do uso de animais na graduação por outros modelos.
Atendemos solicitações de diversos docentes e alunos e resolvemos
tentar, para posteriormente termos opinião definitiva. Quanto à
pesquisa, as práticas continuam inalteradas. Nesse caso, até que se
prove o contrário, o modelo animal é insubstituível”, explica o
Diretor da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Luiz Henrique Paschoal.
O tema tem gerado polêmica desde a publicação da portaria e é alvo
de ampla discussão interna. O assunto dividiu opiniões durante fórum
organizado em 26 de setembro passado. De um lado, a professora
Titular de Anatomia da Faculdade de Veterinária da USP, Dra. Irvênia
Prada, defendeu a proibição do uso de animais. Do outro, o médico e
docente aposentado do Instituto de Biociências da Unesp Botucatu,
Dr. Roberto Sogayar, argumentou em favor da necessidade dos animais
no ensino de algumas disciplinas da graduação.
Mais recentemente – nos meses de março e abril – a ONG
inglesa InterNICHE fez um giro acadêmico por Bolívia, Peru,
Argentina, México e Brasil divulgando o “1º Encontro sobre métodos
substitutivos ao uso de animais na educação: a ética no avanço do
saber”. Quatro instituições nacionais foram contempladas com as
atividades: Faculdade de Medicina do ABC, PUC-Campinas, Unicamp e
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP.
A iniciativa da InterNICHE buscou proporcionar condições de diálogo
entre profissionais de ciências da saúde, assim como divulgar
métodos substitutivos e a combater o modelo animal de ensino. “As
leis vêm dos laboratórios e não têm perspectivas educacionais.
Defendemos a educação humanitária e que não promova danos aos
animais”, declarou o coordenador-geral da InterNICHE, Nick Jukes,
durante palestra na Medicina ABC. “Hoje podemos simular cirurgias
‘vivas’ em cadáveres preparados especificamente para esse fim. Temos
centros que fazem esse trabalho com elevado grau de realidade,
inclusive em treinamentos de neurocirurgias complexas”, explicou o
palestrante internacional, que trouxe na bagagem exemplos práticos
de métodos substitutivos, como o de um cachorro artificial e o de um
sapo real, morto naturalmente e preservado quimicamente para
utilização no ensino.
Fonte:
http://www.fmabc.br
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