Cartilha sobre circos sai de cena

ATENÇÃO!

 

O Fórum convoca para mobilização nacional.

Chega de sofrimento no picadeiro

O dia da votação está chegando!

Vamos escrever para os deputados federais em Brasília

 

Saiba mais

 

Fonte: www.wspabrasil.org 

Audiência com o Ministro da Cultura, Gilberto Gil.

 

 

A tenacidade dos representantes dos movimentos de proteção animal garantiu mais uma vitória na luta contra o uso de animais em circos no Brasil. Numa audiência realizada em Brasília, Elizabeth MacGregor, Gerente de Desenvolvimento da World Society for the Protection of Animals (WSPA) e Sônia Peralli Fonseca, presidente do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal foram recebidas pelo Ministro da Cultura e pelo Secretário-Executivo,
Juca Ferreira. O objetivo da audiência, agendada pela cantora Rita Lee, que apóia a causa da proteção aos animais, foi registrar protesto e solicitar que o Ministério da Cultura reveja o conteúdo da cartilha Receba o Circo de Braços Abertos. A publicação, editada pela FUNARTE, foi dirigida às prefeituras, com o objetivo de simplificar a burocracia para instalação do circo e preparar a sociedade para acolher os grupos circenses.

Segundo Elizabeth MacGregor, “a cartilha contém informações absolutamente inverídicas como, por exemplo, citar que os animais exibidos nos picadeiros são nascidos em cativeiro e controlados pelo IBAMA. Isso não ocorre e foi confirmado por seus técnicos que afirmam não saberem quantos animais estão em circos, quais as espécies, onde estão e qual a sua condição física e psicológica”. Outro aspecto levantado por MacGregor, diz respeito ao fato de que a cartilha questiona a posição dos deputados e vereadores que votaram pela proibição de animais em circos, nos três estados e 40 municípios brasileiros. Segundo ela, ao contrário do que diz a cartilha, este é um grande avanço, que deve ser adotado em nível nacional; o que se espera com a aprovação do PL 7291/2006.

A posição defendida pelos representantes é também respaldada por parecer técnico da diretoria de Fauna e Recursos Pesqueiros do IBAMA, que esteve representada na reunião por seu diretor Rômulo Mello e pela analista ambiental, Ana Raquel Bezerra. No encontro, tanto o ministro quanto o Diretor-Executivo da FUNARTE, Pedro José Braz, reconheceram o equívoco da publicação e garantiram que o conteúdo não reflete a posição do ministério.


Questionado quanto à posição da instituição sobre o tema, o ministro afirmou que não se pronunciará sem ouvir o corpo técnico do ministério. Já o Secretário-Executivo, Juca Ferreira, mostrou-se sensível ao tema e garantiu mobilizar esforços para alterar questões como financiamento a espetáculos que utilizem animais.

De qualquer forma, o protesto gerado pela publicação rendeu uma conquista importante: a saída de cena da cartilha. O ministro e o diretor-executivo fizeram um mea culpa e garantiram que a publicação será submetida às câmaras técnicas para as alterações necessárias. “Foi reconhecida a impropriedade da cartilha e por isso foi recolhida”, garante o ministro Gil. “A FUNARTE assume efetivamente esse equívoco cometido", afirma Pedro Braz.

Lutar pelos que não têm voz é tarefa complexa. Mas a força do sonho de ver respeitadas todas as formas de vida, anima os representantes do movimento de proteção animal em todo o país. Entre as estratégias está o velho e importante ato de dialogar. De norte a sul do Brasil, representantes dessas instituições visitam casas legislativas na tentativa de ver avançar os diplomas legais de proteção e bem-estar animal. Em abril, as ONGs de proteção animal WSPA e Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal também entregaram um conjunto de informações sobre animais em circos aos deputados integrantes da Comissão de Educação e Cultura (CEC), onde está o PL 7291/2006. O Projeto dispõe sobre o registro dos circos perante o Poder Público Federal e tramita em conjunto a outros projetos que propõem a proibição de animais nesses locais e em outros espetáculos.

 

A verdade por trás dos picadeiros

 

 

Sete minutos. Este o tempo necessário para provar que lugar de animal não pode ser o circo. Mais que palavras, as cenas do documentário Earthlings (Terráqueos) são contundentes. O vídeo

hhttp://isawearthlings.com/7minutes.html mostra como os animais são treinados para realizarem suas atividades em circos, além de registrar a absoluta dependência da humanidade em relação a eles - para alimento, vestimenta, pesquisa científica, companhia - e como o desrespeito por esta espécie avilta o direito à vida, que é de todos. Este vídeo foi entregue pela instituição SOS Bicho aos vereadores de Curitiba. A intenção é oferecer aos parlamentares elementos para que votem de maneira consciente o projeto de autoria do vereador Jair Cezar, que proíbe a utilização de animais em circos.

Maus-tratos a animal

 

Da mesma forma, as representantes da WSPA, do Fórum Nacional, além da médica veterinária, Ana Nira Junqueira, vinculada à ProAnima de Brasília, e a presidente da Orion Saint Germain de Proteção e Defesa Animal, Andréa Temerário, municiaram os membros da CEC da Câmara dos Deputados, em Brasília, com vasto material sobre a verdade por trás dos picadeiros.

Em carta dirigida aos parlamentares, o movimento de proteção animal registra que “não há escolha para os animais cativos. Longe dos olhos da platéia, os treinamentos condicionantes desafiam sua natureza intrínseca, mediante comandos verbais, espancamentos, aplicações de choques elétricos e privações alimentares, tudo isso para exigir dos animais um comportamento antropomórfico (semelhante ao do homem). O que era natural transforma-se, pelo medo, em comportamento induzido e/ou condicionado. Algo que a ciência comportamental denomina fator condicionante externo, segundo a análise da bióloga Fernanda Malagutti Tomé”. O mesmo documento ressalta que além da argumentação de natureza moral, científica e filosófica, que condena os procedimentos cruéis perpetrados em espetáculos de circo, há ainda dispositivos de ordem legal, que também desaprovam tais condutas. Entre eles, são citados a Constituição Federal, artigo 225, o Decreto-Lei 24.645, de 1934 e a Lei 9.605, de crimes ambientais, que é o principal instrumento jurídico de combate à violência contra animais.

 

 

Localidades que proibiram a exibição de espetáculos com animais

Estados: Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco.

Cidades: Araraquara, Atibaia, Avaré, Batatais, Bebedouro, Blumenau, Campinas, Santo André, Jacareí, Cotia, Guarulhos, Itu, Jundiaí, Olinda, Ponta Grossa, Florianópolis, São Caetano do Sul, Porto Alegre, Ribeirão Pires, Rio Grande, Salto, Santa Maria, Santos, São Leopoldo, Ponta Grossa, São Paulo, São Vicente, Sorocaba, Ubatuba, Taubaté, Mogi das Cruzes, Montenegro, Videiras.

Países: Índia, Israel, Singapura, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Costa Rica e Áustria. Nos Estados Unidos, 28 cidades proíbem esta prática; no Canadá o número chega a 41 cidades; 23 na Argentina e 11 na Austrália.

 

 

WSPA e Fórum estão na Frente Parlamentar Ambientalista

 

Elizabeth MacGregor, Deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), e Sônia Fonseca.

 

Está oficializada a adesão da WSPA e do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal à Frente Parlamentar Ambientalista. Durante visita aos parlamentares as representantes das instituições, Elizabeth MacGregor e Sônia Fonseca entregaram ao deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) a ficha de adesão. Gabeira é o consultor geral da Frente e representou o coordenador, deputado Sarney Filho (PV-MA). Ao receber a adesão das instituições, o deputado também declarou seu apoio ao PL que proíbe animais em circos e comprometeu-se a conversar com os deputados da Comissão de Educação e Cultura.

Instalada em fevereiro deste ano, a Frente Ambientalista já conta com 261 deputados e seis senadores. Entidades representativas da sociedade civil podem participar do grupo. Segundo o deputado Sarney Filho a participação das ONGs brasileiras será de fundamental importância para o sucesso do grupo.

 

Sônia Fonseca durante entrevista à Rede Record de Televisão